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Setor de Serviços do Brasil Reage com Crescimento de 1,2% em Abril, Quebrando Sequência Negativa

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O setor de serviços brasileiro, um pilar fundamental da economia que abrange desde transportes e turismo até tecnologia da informação, registrou um notável crescimento de 1,2% em abril de 2026, na comparação com o mês anterior. Este resultado marca uma importante inflexão, sendo a primeira alta após um período de seis meses de estagnação ou recuo. A notícia, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), acende um sinal de otimismo cauteloso no cenário econômico nacional.

A Retomada do Crescimento e o Contexto Histórico

A expansão de 1,2% em abril de 2026 representa um alívio significativo, especialmente após a retração de 1,1% observada em março. Esse desempenho positivo interrompe uma sequência de cinco meses sem crescimento, que teve início após a última alta, de 0,3%, em outubro de 2025. Naquele momento, o setor havia alcançado o nível mais elevado de sua série histórica, iniciada em janeiro de 2011. A variação de abril também se destaca como a maior positiva desde outubro de 2024, quando os serviços avançaram 1,3%. Ao analisar um período mais amplo, o setor acumula uma expansão de 2,9% nos últimos 12 meses e registrou um crescimento de 1,9% em comparação com abril de 2025, evidenciando uma resiliência ao longo do tempo.

Análise do IBGE: Patamar Elevado, Trajetória Indefinida

Apesar da recente alta, o analista do IBGE Rodrigo Lobo adverte que ainda é prematuro declarar uma mudança definitiva na tendência do setor. Segundo ele, os dados de abril apenas posicionam o volume de serviços no mesmo patamar observado no fechamento de 2025. Lobo ressalta que, embora o setor opere em um nível elevado, a apenas 0,3% abaixo do pico alcançado em outubro de 2025, sua trajetória ainda não está claramente definida, oscilando entre movimentos ascendentes e descendentes sem um padrão consolidado. Essa avaliação sublinha a importância de acompanhar os próximos resultados para compreender a sustentabilidade da recuperação.

Detalhes por Atividade: Motores do Impulso em Abril

O bom desempenho de abril foi amplamente disseminado entre os cinco grandes grupos de atividades investigados pelo IBGE, todos registrando crescimento. O grupo de 'Transportes, armazenagem e correio' exerceu a maior influência positiva, impulsionando significativamente o resultado geral, dado que representa mais de um terço (36,4%) do peso total do setor de serviços no Brasil. Outros grupos também contribuíram com avanços: 'Serviços prestados às famílias' cresceu 1,4%, 'Informação e comunicação' 0,5%, 'Serviços profissionais e administrativos' 0,4%, e 'Outros serviços' apresentou a maior variação, com 2,2%.

O Papel Crucial do Transporte Aéreo

A recuperação do segmento de transportes foi, em grande parte, impulsionada pelo expressivo avanço de 7% no transporte aéreo de passageiros. Este crescimento é particularmente notável porque ocorre após duas quedas consecutivas em fevereiro e março de 2026, que resultaram em uma perda acumulada de 16,6%. O gerente da pesquisa explica que a dinâmica dos preços das passagens aéreas foi determinante para essa virada. Enquanto fevereiro e março viram um aumento de 18,4% nos preços, abril registrou uma queda de 14,45% neste subitem do IPCA. Paralelamente, o volume de transporte de passageiros subiu 2,6% em abril, na comparação com o mês imediatamente anterior, embora o transporte de cargas tenha tido uma retração de 0,9%.

Desempenho do Turismo: Acima do Pré-Pandemia

Um destaque adicional da Pesquisa Mensal de Serviços é o Índice de Atividades Turísticas (Iatur), que também demonstrou vigor, crescendo 4,1% em abril na comparação mensal. No acumulado de 12 meses, o Iatur avança 2,7%. Esses resultados posicionam as atividades turísticas 11,2% acima do patamar pré-pandemia de Covid-19 (fevereiro de 2020) e a apenas 2,2% do maior nível já alcançado pelo índice, em dezembro de 2024. O Iatur congrega 22 das 166 atividades de serviços investigadas, diretamente ligadas ao turismo, como hotéis, agências de viagens, bufês e transporte aéreo. O índice abrange informações detalhadas de 17 unidades da federação, oferecendo um panorama abrangente da recuperação do setor.

Em síntese, o crescimento de 1,2% no setor de serviços em abril de 2026 representa um sopro de fôlego para a economia brasileira, marcando o fim de um período de estagnação. Embora a análise do IBGE sugira cautela quanto à consolidação de uma nova tendência, a recuperação impulsionada por setores como transportes e turismo, juntamente com a contribuição disseminada entre os demais grupos de atividades, oferece um horizonte mais positivo. A continuidade desse movimento dependerá da evolução de fatores macroeconômicos e das políticas que possam sustentar o ímpeto recém-adquirido.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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