Uma extensa operação policial desmantelou uma organização criminosa suspeita de movimentar aproximadamente 1,5 tonelada de maconha mensalmente ao longo de dois anos. A ação, que se estendeu por diversos estados brasileiros, resultou na prisão de vários indivíduos e no sequestro de bens adquiridos com o dinheiro do tráfico, expondo um esquema complexo de distribuição e lavagem de dinheiro. A investigação, que teve início em dezembro de 2023, revelou a amplitude e a sofisticação da rede criminosa, que operava a partir do Paraná e se ramificava para outros estados, causando um impacto significativo no fluxo de drogas e nas finanças ilícitas. A ação conjunta das polícias Civil e Militar do Paraná, com o apoio de forças policiais de outros estados, demonstra o compromisso das autoridades em combater o crime organizado e desarticular esquemas de tráfico de drogas em larga escala.
Operação Desmantela Esquema de Tráfico e Lavagem de Dinheiro
A operação policial, desencadeada simultaneamente em diversas cidades do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, resultou na prisão de 25 pessoas, sendo 22 por mandado de prisão e três em flagrante delito. Além das prisões, a ação incluiu o bloqueio de diversas contas bancárias e o sequestro de quatro imóveis vinculados ao grupo criminoso, abrangendo uma chácara, residências e terrenos. As autoridades também cumpriram 54 mandados de busca domiciliar, apreendendo porções de ecstasy e maconha, balanças de precisão e aparelhos celulares, que serão submetidos a perícia para auxiliar nas investigações e identificar outros possíveis envolvidos no esquema. A operação representou um golpe significativo na estrutura da organização criminosa, atingindo tanto os responsáveis pela distribuição da droga quanto aqueles envolvidos na lavagem de dinheiro obtido com o tráfico.
Início da Investigação e Identificação da Organização
A investigação que culminou na operação teve início em dezembro de 2023, a partir da apreensão de um telefone celular durante uma ação policial relacionada ao tráfico de drogas. A análise do aparelho permitiu identificar cerca de 50 membros da organização criminosa, revelando a vasta rede de contatos e a estrutura hierárquica do grupo. As investigações subsequentes apontaram que o núcleo da organização estava concentrado nas cidades de Maringá e Loanda, no Paraná, e em Campinas, no interior de São Paulo, indicando a abrangência geográfica da atuação do grupo e a complexidade do esquema de distribuição de drogas. A partir dessas informações, as autoridades puderam mapear a rota da droga, os métodos de transporte e os mecanismos de lavagem de dinheiro utilizados pela organização.
Rota da Droga e Mecanismos de Lavagem de Dinheiro
As investigações revelaram que a droga era proveniente do Paraguai e transportada pelo Rio Paraná até a cidade de Loanda, onde funcionava um centro de distribuição. De lá, a droga seguia para Maringá e, posteriormente, era encaminhada para a rodoviária de Londrina. A partir da rodoviária, a organização criminosa utilizava “mulas” – indivíduos contratados para transportar drogas em ônibus em troca de pagamento – para levar a droga principalmente para Campinas e outras cidades do Brasil. A organização criminosa movimentava entre 100 e 150 quilos de drogas por dia para o estado de São Paulo, especialmente para a cidade de Campinas, o que corresponde a mais de 1,5 tonelada de drogas por mês. O faturamento milionário obtido com a venda ilícita era lavado em empresas sediadas em Maringá, como tabacarias, bares, pubs e uma revenda de veículos.
Empresas de Fachada e Envolvimento de Tatuador
Para lavar o dinheiro proveniente do tráfico de drogas, a organização criminosa utilizava empresas de fachada sediadas em Maringá, como tabacarias, bares, pubs e uma revenda de veículos. Os estabelecimentos eram registrados em nome de terceiros, e não dos verdadeiros donos, que eram os líderes da organização criminosa. Essas pessoas que cederam os nomes são investigadas por lavagem de dinheiro. Um tatuador da cidade também foi preso, suspeito de receber drogas como forma de pagamento por tatuagens, evidenciando a diversidade de métodos utilizados pela organização para ocultar a origem ilícita do dinheiro e movimentar os recursos obtidos com o tráfico.
A operação policial que desmantelou a organização criminosa representa um duro golpe no tráfico de drogas na região. A prisão de 25 pessoas e o sequestro de bens demonstram a eficácia da ação conjunta das polícias Civil e Militar do Paraná, com o apoio de forças policiais de outros estados. A investigação, que teve início em dezembro de 2023, revelou a complexidade do esquema de distribuição e lavagem de dinheiro utilizado pela organização, que movimentava aproximadamente 1,5 tonelada de maconha por mês. A desarticulação desse grupo criminoso contribui para a redução da criminalidade e da violência, além de fortalecer a segurança pública e a ordem social. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e desmantelar completamente a rede criminosa.
FAQ
1. Qual era o principal modo de operação do grupo criminoso para distribuir a maconha?
O grupo criminoso utilizava uma rede complexa de distribuição, que começava com a entrada da droga no Brasil pelo Paraguai, através do Rio Paraná, até a cidade de Loanda. Lá, a droga era armazenada e distribuída para Maringá, de onde era transportada para a rodoviária de Londrina. A partir desse ponto, a organização criminosa contratava “mulas” para transportar a droga em ônibus para Campinas e outras cidades do Brasil. Este método permitia que a droga fosse distribuída em larga escala, atingindo diversos estados e gerando um faturamento milionário para a organização.
2. Como o grupo criminoso lavava o dinheiro obtido com o tráfico de drogas?
A organização criminosa utilizava empresas de fachada sediadas em Maringá para lavar o dinheiro proveniente do tráfico de drogas. As empresas, como tabacarias, bares, pubs e uma revenda de veículos, eram registradas em nome de terceiros, que atuavam como laranjas para ocultar a identidade dos verdadeiros donos, que eram os líderes da organização criminosa. Além disso, um tatuador da cidade também foi preso, suspeito de receber drogas como forma de pagamento por tatuagens, evidenciando a diversidade de métodos utilizados pela organização para ocultar a origem ilícita do dinheiro.
3. Quais foram os resultados concretos da operação policial além das prisões?
Além da prisão de 25 pessoas, a operação policial resultou no bloqueio de diversas contas bancárias e no sequestro de quatro imóveis vinculados ao grupo criminoso, abrangendo uma chácara, residências e terrenos. As autoridades também cumpriram 54 mandados de busca domiciliar, apreendendo porções de ecstasy e maconha, balanças de precisão e aparelhos celulares. A apreensão de bens e o bloqueio de contas bancárias representam um duro golpe nas finanças da organização criminosa, dificultando a sua capacidade de operar e de continuar praticando crimes. Os materiais apreendidos serão periciados para auxiliar nas investigações e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Fonte: https://g1.globo.com