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Polícia: assassino em academia de Londrina não conhecia a vítima

G1

A cidade de Londrina, no norte do Paraná, foi palco de um brutal assassinato em academia que chocou a comunidade. David Schmidt Prado, de 37 anos, foi morto a facadas em uma emboscada no estacionamento de um estabelecimento de fitness. A Polícia Civil revelou detalhes perturbadores sobre o crime: Lucas Wancler Ferreira dos Santos, o homem apontado como autor, não tinha qualquer conhecimento prévio da vítima. Este fato adiciona uma camada de complexidade e mistério a um caso que, inicialmente, levantou suspeitas de motivação passional. As investigações prosseguem para desvendar completamente os pormenores por trás da tragédia que culminou na morte de David.

A dinâmica do ataque fatal

As câmeras de segurança do local registraram toda a sequência do crime, fornecendo um retrato claro e angustiante dos últimos momentos de David Schmidt Prado. A frieza e premeditação do ataque são elementos centrais nas análises policiais.

O planejamento e a abordagem

Na segunda-feira, às 18h41, Lucas Wancler Ferreira dos Santos foi flagrado pelas imagens sentado no estacionamento da academia, aparentemente distraído com seu celular. No entanto, sua espera era calculada. Assim que David Schmidt Prado saiu do treino e passou por ele, Lucas se levantou, escondendo uma faca atrás do corpo. Os dois homens trocaram algumas palavras breves antes de David ser atingido pelo primeiro golpe. A vítima tentou desesperadamente fugir, mas foi alcançada e ferida outras quatro vezes no estacionamento. Mesmo após pular uma catraca e buscar refúgio e ajuda dentro da academia, David recebeu mais um golpe fatal.

Os momentos de terror e a intervenção

O relatório policial detalha que, após os golpes, enquanto David clamava por socorro e atendimento médico, Lucas permaneceu observando o sofrimento da vítima por vários segundos, sem prestar qualquer tipo de auxílio. A situação só não se agravou devido à pronta ação de um policial militar que estava de folga e treinava no local. O agente, inicialmente, pensou que se tratava de um assalto, mas os gritos de David o alertaram para a gravidade da situação. Agindo rapidamente, o policial rendeu Lucas, impedindo que as agressões continuassem. O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionado, mas, infelizmente, David não resistiu aos ferimentos e faleceu. A faca utilizada no homicídio foi apreendida e Lucas foi levado à delegacia.

A investigação e a complexa teia de motivos

A Polícia Civil do Paraná continua aprofundando as investigações para elucidar a verdadeira motivação por trás do crime, que apresenta contornos enigmáticos apesar das revelações iniciais.

Hipótese inicial e depoimentos

A principal suspeita que emergiu no início da investigação foi a de ciúmes. A esposa de Lucas Wancler Ferreira dos Santos prestou depoimento e relatou ter tido um “breve relacionamento” com David Schmidt Prado durante um período em que esteve separada do marido. Contudo, a atual namorada de David, Jheniffer Balardi, desmentiu qualquer envolvimento com Lucas e afirmou desconhecê-lo. Ela destacou que David era uma pessoa transparente, que nunca demonstrou estar sendo ameaçado ou ter algo a esconder. Os dois namoravam há cerca de quatro meses e planejavam morar juntos em Londrina. Jheniffer descreveu David como “uma das melhores pessoas” que conheceu, ressaltando sua tranquilidade e ausência de segredos. A polícia enfatiza que, embora a hipótese de ciúmes seja um ponto de partida, a motivação completa ainda será esclarecida no decorrer do inquérito.

A defesa do suspeito

Lucas Wancler Ferreira dos Santos foi preso em flagrante por homicídio qualificado, sob a acusação de uso de meio cruel e dificuldade de defesa da vítima. Em seu depoimento, ele optou por permanecer em silêncio, um direito garantido pela Constituição. Após audiência de custódia, sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva, o que significa que ele aguardará o julgamento sob custódia. A defesa de Lucas, por meio de sua advogada, divulgou uma nota enfatizando que o caso está em fase inicial de apuração e que qualquer juízo definitivo sobre autoria, motivação ou enquadramento jurídico é prematuro. A defesa reiterou o compromisso de exercer plenamente o contraditório e a ampla defesa nos autos do processo, criticando a divulgação de provas ou conteúdos vazados, como interrogatórios e imagens, por entender que tal exposição compromete a regularidade da investigação e o direito à presunção de inocência.

A vítima e o impacto na comunidade

David Schmidt Prado, cuja vida foi brutalmente ceifada, deixa um legado e uma lacuna para seus entes queridos e amigos, enquanto o ato heroico de um policial de folga evitou uma tragédia ainda maior.

Quem era David Schmidt Prado

David Schmidt Prado, de 37 anos, era uma figura querida por sua família e amigos. Deixou um filho de seis anos e trabalhava no setor administrativo de uma rede de postos de combustíveis em Londrina. Sua família, natural de Cornélio Procópio, cidade onde seu sepultamento ocorreu, lamentou profundamente a perda. A namorada, Jheniffer Balardi, descreveu-o como um companheiro honesto e dedicado, sem segredos, que tinha planos para o futuro. Sua morte repentina e violenta deixou um vazio imenso para todos que o conheciam, marcando a memória da comunidade pela brutalidade do ato.

O herói inesperado

No momento de caos e violência, um policial militar de folga, que treinava na academia, agiu com bravura exemplar. Ele não teve seu nome divulgado, pois é considerado testemunha-chave no caso. O agente relatou que, após os gritos de socorro de David, percebeu que a situação era mais grave do que um assalto. Ao sacar sua arma, o policial ordenou que Lucas largasse a faca, o que foi prontamente obedecido. Em seguida, ele imobilizou o agressor. Questionado pelo policial sobre o motivo do ataque, Lucas teria respondido que a vítima “mexeu com a mulher dele”, uma declaração que fortaleceu a linha inicial de investigação sobre ciúmes. A rápida e eficaz intervenção do policial foi crucial para conter o agressor e, possivelmente, evitar mais vítimas.

Conclusão

O assassinato de David Schmidt Prado em uma academia de Londrina permanece um caso complexo, marcado pela aparente ausência de conexão entre agressor e vítima, além da frieza do ataque. Enquanto a Polícia Civil aprofunda a investigação para desvendar a totalidade das motivações, a comunidade local busca respostas e justiça. A prisão preventiva de Lucas Wancler Ferreira dos Santos garante que o processo legal seguirá seu curso, com a defesa clamando pelo respeito aos direitos constitucionais e à presunção de inocência. Este trágico evento ressalta a importância da segurança e da vigilância contínua, ao mesmo tempo em que destaca o heroísmo de um cidadão que, mesmo de folga, agiu em defesa de uma vida.

FAQ

Onde e quando ocorreu o crime?
O crime ocorreu em uma academia na cidade de Londrina, no norte do Paraná, em uma segunda-feira à noite, sendo os detalhes divulgados em 7 de fevereiro.

Qual a principal suspeita para a motivação do assassinato?
A principal suspeita é de ciúmes, após a Polícia Civil revelar que a esposa do agressor teve um “breve relacionamento” com a vítima enquanto estava separada. No entanto, a investigação ainda busca confirmar a motivação exata.

O que aconteceu com o suspeito após o crime?
Lucas Wancler Ferreira dos Santos foi preso em flagrante no local por um policial militar de folga. Posteriormente, sua prisão foi convertida em preventiva, e ele aguardará o julgamento sob custódia, tendo optado pelo direito ao silêncio em seu depoimento inicial.

Quem era a vítima?
A vítima, David Schmidt Prado, tinha 37 anos, era pai de um filho de seis anos e trabalhava no setor administrativo de uma rede de postos de combustíveis em Londrina. Ele era descrito como uma pessoa tranquila e transparente por seus entes queridos.

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Fonte: https://g1.globo.com

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