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Neto Percoa 670 km e Mata Avô para Roubar Ouro em Ubiratã, PR

G1

Um jovem de 18 anos foi preso sob a acusação de assassinar o próprio avô, Alceu Slivinski, de 66 anos, durante um assalto brutal em Ubiratã, no oeste do Paraná. O crime, que chocou a comunidade, revelou uma trama de violência e ganância, onde o neto, acompanhado de um comparsa, viajou mais de 600 quilômetros de Joinville, Santa Catarina, com o objetivo premeditado de roubar as joias de ouro da vítima e saldar dívidas pessoais. A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) desvendou o caso rapidamente, confirmando o uso de um capuz pelo neto para evitar ser reconhecido durante o ato hediondo.

A Execução Premeditada do Crime

A investigação detalhou que o neto e seu cúmplice partiram de Santa Catarina, percorrendo aproximadamente 670 quilômetros, até chegarem a Ubiratã na última quarta-feira. O alvo era o bar que pertencia ao avô, local onde o jovem sabia que a vítima guardava bens valiosos. Imagens de câmeras de segurança foram cruciais para a apuração, mostrando a chegada dos dois suspeitos e confirmando que o neto utilizava um capuz para ocultar sua identidade, uma tática pensada para que o avô não o identificasse no momento do ataque.

Alceu Slivinski foi surpreendido e, ao tentar correr para o interior do estabelecimento, foi atingido por quatro disparos fatais, morrendo no local. Após balear o idoso, os criminosos agiram com extrema violência, arrancando joias como correntes, pulseiras e anéis de seu corpo, causando lesões, especialmente na região do pescoço. O montante dos itens de ouro levados foi avaliado pela polícia em mais de R$ 110 mil.

Motivação e Cumplicidade

Segundo o delegado André Dzindzik, a motivação por trás do latrocínio foi a necessidade do neto de levantar dinheiro para quitar dívidas. O jovem escolheu o próprio avô como alvo por ter conhecimento prévio de que ele possuía uma quantidade significativa de ouro e por conhecer a rotina da vítima, considerando-o um 'alvo mais fácil'. O comparsa, que acompanhou o neto na longa viagem e na execução do assalto, havia recebido a promessa de uma recompensa de R$ 4 mil por sua participação no crime.

A Rápida Captura e as Provas

A ação rápida da Polícia Civil resultou na prisão da dupla poucas horas após o crime. Com base nas imagens das câmeras de segurança, foi possível identificar o modelo e a placa do veículo usado na fuga. Os suspeitos foram interceptados na BR-277, na altura de Cascavel. No momento da prisão, foram apreendidos 184 gramas de ouro, que correspondiam aos bens roubados da vítima, além da arma de fogo utilizada no assassinato.

Em depoimento, o neto confessou sua participação no latrocínio. Ambos os envolvidos deverão responder pelo crime de roubo seguido de morte, cuja pena pode ser severa. A elucidação do caso trouxe à tona a frieza dos criminosos e a pronta resposta das autoridades para garantir a justiça à vítima e seus familiares.

Fonte: https://g1.globo.com

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