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Estado de São Paulo confirma segundo caso de sarampo em 2025

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O estado de São Paulo confirmou o segundo caso de sarampo em 2025, acendendo um alerta sobre a persistência do vírus no cenário de saúde pública. A doença, altamente contagiosa, foi identificada em um homem de 27 anos, residente da capital paulista, que não estava vacinado e havia retornado de uma viagem internacional. Este novo registro, somado ao primeiro caso detectado em abril, ambos na capital, reforça a necessidade de vigilância e a adesão à imunização. Embora o Brasil mantenha sua certificação de eliminação da transmissão endêmica do sarampo, a circulação do vírus em outras regiões das Américas e a ocorrência de casos importados representam um desafio contínuo para as autoridades de saúde. A situação destaca a importância crítica da vacinação como principal ferramenta de prevenção contra esta infecção que pode ter consequências graves.

O ressurgimento do sarampo em São Paulo e no Brasil

Detalhes dos casos mais recentes
O segundo caso de sarampo detectado em São Paulo neste ano foi confirmado em um homem de 27 anos, morador da capital paulista. Informações obtidas indicam que o indivíduo não havia sido vacinado contra a doença e tinha um histórico de viagem recente ao exterior, o que sugere uma origem importada para a infecção. Após receber atendimento médico adequado, o paciente teve alta, indicando uma recuperação favorável. Este episódio se soma ao primeiro caso registrado em abril, também em um residente da capital paulista, reforçando a atenção que as autoridades de saúde estaduais vêm dedicando à vigilância epidemiológica e à necessidade de manter altas coberturas vacinais em toda a população.

Panorama nacional de casos importados
Em todo o Brasil, o número de casos de sarampo confirmados entre janeiro e novembro deste ano alcançou 37 ocorrências. É importante notar que todos esses casos foram categorizados como importados, o que significa que as infecções foram adquiridas durante viagens a outras localidades, sem evidência de transmissão local do vírus dentro do território nacional. Essa característica é crucial para a manutenção da certificação brasileira de país livre da circulação endêmica do sarampo, um status que o país se esforça para preservar. A detecção desses casos isolados sublinha a interconexão global e a constante ameaça que patógenos como o sarampo representam, especialmente com o intenso fluxo de pessoas entre diferentes nações.

A ameaça global e a importância da vacinação

Cenário nas Américas: circulação e impacto
A intensificação dos casos de sarampo tem sido uma preocupação crescente na região das Américas ao longo deste ano. Dados compilados até 7 de novembro de 2025 revelam a confirmação de 12.596 casos de sarampo em dez países do continente, com um total de 28 óbitos associados à doença. A maior parte dessas fatalidades foi registrada no México, onde a circulação do vírus tem sido particularmente intensa. As análises desses dados apontam para um fator preponderante na disseminação: comunidades com baixa cobertura vacinal. Cerca de 89% dos casos documentados ocorreram em indivíduos que não estavam vacinados ou cujo status vacinal era desconhecido, evidenciando a vulnerabilidade dessas populações e a falha na barreira de proteção coletiva. Esta realidade destaca a urgência de fortalecer os programas de imunização em toda a região.

Sarampo: sintomas, complicações e prevenção
O sarampo é uma doença infecciosa de alta contagiosidade, causada por um vírus que, historicamente, foi uma das principais causas de mortalidade infantil global. A transmissão ocorre facilmente de pessoa para pessoa, principalmente por via aérea, através de gotículas expelidas ao tossir, espirrar, falar ou até mesmo respirar. Sua capacidade de disseminação é notável: um indivíduo infectado pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não possuem imunidade. Os sintomas clássicos incluem manchas vermelhas na pele, febre alta (acima de 38,5 graus Celsius), acompanhada de tosse persistente, conjuntivite, coriza e mal-estar intenso. As complicações podem ser severas, englobando diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro), algumas das quais podem ser fatais. A vacinação representa a forma mais eficaz e segura de prevenção contra o sarampo, protegendo tanto o indivíduo quanto a comunidade.

Histórico e o desafio da manutenção da certificação

A trajetória do Brasil contra o sarampo
Em 2016, o Brasil alcançou um marco significativo ao receber a certificação de eliminação do vírus do sarampo. Essa conquista foi resultado de anos de esforços em campanhas de vacinação e vigilância epidemiológica, refletindo-se na ausência de casos da doença em 2016 e 2017. No entanto, o cenário começou a mudar em 2018, quando o vírus voltou a circular no país, impulsionado por um grande fluxo migratório e, principalmente, por quedas nas coberturas vacinais. Essa reintrodução culminou na perda da certificação de “país livre do vírus do sarampo” em 2019, com o registro de mais de 21,7 mil casos. O esforço para reverter essa situação foi contínuo, e o último caso endêmico de sarampo no Brasil foi identificado em junho de 2022, no Amapá.

O status atual e o alerta da OPAS
Graças à ausência de transmissão autóctone do vírus do sarampo por um período de pelo menos um ano, o Brasil foi novamente certificado em novembro do ano passado como livre da circulação endêmica do vírus, apesar da ocorrência de casos importados. Essa distinção é vital, pois indica que o país tem capacidade de conter a propagação interna da doença. Contudo, em novembro passado, um organismo pan-americano de saúde anunciou que a região das Américas, como um todo, perdeu a verificação de área livre da transmissão endêmica do sarampo, devido à alta circulação do vírus em diversos países. Apesar desse retrocesso regional, as autoridades de saúde brasileiras reafirmaram que o Brasil ainda mantém sua certificação internacional de país livre da circulação endêmica do vírus, um status que exige vigilância constante e a manutenção de elevadas taxas de vacinação para ser preservado diante da dinâmica global da doença.

Conclusão
A detecção de novos casos de sarampo em São Paulo e o panorama de circulação do vírus nas Américas reiteram a natureza persistente e contagiosa da doença, exigindo uma resposta coordenada e contínua. Embora o Brasil tenha logrado manter sua certificação de eliminação da transmissão endêmica, os casos importados servem como um lembrete constante da vulnerabilidade a surtos, especialmente em áreas com baixa cobertura vacinal. A vacinação permanece a principal e mais eficaz ferramenta para prevenir a disseminação do sarampo, protegendo indivíduos e comunidades contra as graves complicações que a doença pode acarretar. A vigilância epidemiológica e o engajamento da população na manutenção do esquema vacinal completo são cruciais para assegurar a saúde pública e consolidar os avanços obtidos no combate a essa enfermidade.

FAQ

1. O que é sarampo e como ele é transmitido?
O sarampo é uma doença infecciosa grave e altamente contagiosa, causada por um vírus. Sua transmissão ocorre de pessoa para pessoa, principalmente por via aérea, através de gotículas de saliva liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar, infectando até 90% das pessoas próximas não imunes.

2. Quais são os principais sintomas e complicações do sarampo?
Os sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas no corpo, tosse, conjuntivite, coriza e mal-estar. As complicações podem ser graves e fatais, como diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro).

3. O Brasil ainda é considerado livre da circulação endêmica do sarampo?
Sim, o Brasil mantém sua certificação internacional de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo. Isso significa que, apesar dos casos importados, não há transmissão sustentada do vírus em território nacional, um status que exige vigilância e altas coberturas vacinais para ser preservado.

4. Qual a importância da vacinação contra o sarampo?
A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. Ela protege o indivíduo da doença e suas graves complicações, além de contribuir para a imunidade coletiva, impedindo a circulação do vírus e protegendo aqueles que não podem ser vacinados.

Garanta a sua proteção e a de sua família. Verifique o cartão de vacinação e, se necessário, procure a unidade de saúde mais próxima para atualizar as doses contra o sarampo. A vacinação é um ato de responsabilidade coletiva.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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