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Dólar fecha em R$ 5,19, atingindo menor patamar em 20 meses; Ibovespa cede à influência externa

© Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro vivenciou uma quinta-feira de contrastes, com o dólar registrando uma queda significativa que o levou ao menor valor em 20 meses, fechando abaixo da marca de R$ 5,20. Em contrapartida, a bolsa de valores interrompeu sua sequência de altas históricas, refletindo a turbulência observada nos mercados internacionais e a aversão ao risco global.

Dólar atinge menor valor em quase dois anos

O dólar comercial encerrou o pregão desta quinta-feira (29) cotado a R$ 5,194, registrando um recuo de 0,22% em relação ao dia anterior. Este fechamento marca a primeira vez que a moeda norte-americana opera abaixo de R$ 5,20 em quase dois anos, consolidando-se no menor patamar desde 28 de maio de 2024. Tal movimento acentua uma tendência de desvalorização, com a divisa acumulando queda de 1,75% na semana e expressivos 5,38% no mês de janeiro.

Volatilidade intraday marca a jornada

A trajetória do dólar, contudo, não foi linear ao longo do dia. A cotação demonstrou forte volatilidade, chegando a atingir R$ 5,16 pouco antes do meio-dia. Posteriormente, inverteu a tendência, disparando para R$ 5,24 por volta das 12h30. A instabilidade, entretanto, cedeu na parte da tarde, e a moeda estadunidense voltou a recuar, consolidando-se abaixo da faixa de R$ 5,20 a partir das 15h30, posição que manteve até o fechamento do mercado.

Ibovespa freia série de recordes sob influência externa

Na B3, o índice Ibovespa viu sua recente sequência de recordes ser interrompida. O principal indicador da bolsa brasileira fechou a sessão aos 183.133 pontos, com um recuo de 0,84%. Embora tenha chegado a superar a marca dos 186 mil pontos durante a manhã, o Ibovespa perdeu força na parte da tarde, acompanhando de perto o desempenho negativo das bolsas nos Estados Unidos e sinalizando uma aversão global ao risco que impactou os ativos locais.

Cenário internacional domina as negociações

A tônica do dia nos mercados globais foi dada pela acentuada queda das bolsas estadunidenses no início do pregão, gerando um efeito cascata em outras praças financeiras. Apesar de uma diminuição da instabilidade em índices como o S&P 500 e o Dow Jones ao longo do dia, o índice Nasdaq, que congrega as principais empresas de tecnologia, registrou uma desvalorização de quase 1%. Esse panorama externo ditou o ritmo das negociações no Brasil, relegando a segundo plano indicadores domésticos importantes, como a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e os dados de geração de empregos em 2025.

Em resumo, o pregão desta quinta-feira reforçou a sensibilidade do mercado financeiro brasileiro às flutuações globais. A desvalorização do dólar, que atingiu um patamar não visto em 20 meses, e o recuo da bolsa após um período de euforia, demonstram como fatores externos, notadamente as movimentações nas bolsas e moedas internacionais, continuam a ser os principais balizadores das tendências econômicas no país.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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