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Criança de cinco anos Morre após afogamento em piscina no Paraná

G1

Uma tragédia marcou o final do ano em Ponta Grossa, no Paraná. Thaylla Manuela Moraes dos Santos, uma menina de apenas cinco anos, faleceu nesta terça-feira (30) após ser vítima de um afogamento em uma piscina durante uma confraternização familiar de Natal. O caso, que comoveu a região, levanta um alerta crucial sobre a importância da prevenção de afogamentos infantis e a vigilância constante de adultos responsáveis. A criança foi encontrada inconsciente pelos pais e, apesar dos esforços intensos de reanimação por equipes de socorro, permaneceu internada em estado gravíssimo por cinco dias antes de não resistir. Este lamentável incidente ressalta os perigos ocultos em momentos de lazer e a necessidade de medidas rigorosas de segurança aquática.

O trágico falecimento de Thaylla Manuela Moraes dos Santos

A pequena Thaylla Manuela Moraes dos Santos, que havia completado cinco anos no início de dezembro, não resistiu às graves consequências do afogamento e teve seu falecimento confirmado após dias de internação. A notícia trouxe profunda consternação à família e à comunidade de Ponta Grossa.

Os últimos dias no hospital

Após ser resgatada da piscina e reanimada com sucesso no local do incidente, Thaylla foi rapidamente encaminhada ao Hospital Universitário Materno-Infantil (Humai) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), localizado nos Campos Gerais do Paraná. Durante cinco dias, a criança permaneceu internada em estado gravíssimo, lutando pela vida com o suporte de equipamentos e sob os cuidados de uma equipe médica especializada. Infelizmente, apesar de todos os esforços e da esperança mantida pela família, a menina não conseguiu se recuperar, e seu óbito foi declarado. A causa específica da morte não foi divulgada oficialmente, mas está intrinsicamente ligada às complicações resultantes do afogamento.

O velório e sepultamento

Natural de Ponta Grossa, Thaylla foi velada na Capela Municipal São José, onde amigos e familiares puderam prestar suas últimas homenagens e se despedir da pequena. O sepultamento ocorreu às 15h30 da quarta-feira (31) no cemitério Taquaruçu, situado no distrito rural de Uvaia. A cerimônia foi marcada por grande emoção e dor, reunindo aqueles que acompanharam a luta da criança e agora lamentam sua precoce partida, deixando uma lacuna imensa em seus corações.

O fatídico dia do afogamento e o resgate heróico

O incidente que culminou na morte de Thaylla ocorreu no dia 25 de dezembro, data de celebração do Natal, em um momento que deveria ser de alegria e união familiar. A agilidade e o profissionalismo das equipes de resgate foram cruciais para que a criança tivesse uma chance, mesmo que o desfecho final tenha sido o mais temido.

A confraternização e a descoberta pelos pais

A família de Thaylla participava de uma confraternização natalina em uma chácara localizada na zona rural da cidade. No final da tarde, um cenário de festa transformou-se em desespero quando os pais da menina a encontraram boiando inconsciente na piscina. O choque e a urgência da situação levaram os presentes a iniciar os primeiros socorros imediatamente, enquanto o apoio profissional era acionado. A descoberta tardia de uma criança em situação de afogamento é um dos fatores mais críticos para a sua sobrevivência e recuperação, destacando a necessidade de supervisão ininterrupta.

O papel crucial da PRF e demais equipes de socorro

A resposta rápida das equipes de emergência foi fundamental nos primeiros momentos após o afogamento. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi a primeira equipe profissional a chegar ao local. A corporação foi alertada por um motorista que abordou uma de suas unidades operacionais, informando sobre uma criança afogada. Os policiais se deslocaram rapidamente para a chácara, situada na BR-373, no distrito de Uvaia. No percurso, acionaram de imediato o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), além das concessionárias CCR PRVias e Via Araucária, responsáveis pelo trecho rodoviário, garantindo uma coordenação eficaz do socorro.

Ao chegar à chácara, os policiais encontraram as pessoas presentes já realizando manobras de reanimação na criança. Eles auxiliaram no atendimento pré-hospitalar até a chegada das ambulâncias. Com a chegada das equipes médicas, as manobras avançadas foram intensificadas, e após aproximadamente uma hora e meia de esforços contínuos, a pequena Thaylla apresentou sinais de vida. O alívio momentâneo deu lugar à preocupação, e a criança foi imediatamente encaminhada ao hospital em estado gravíssimo, sob escolta da PRF, que garantiu um caminho desimpedido e rápido para a ambulância.

Prevenção de afogamentos: orientações essenciais dos bombeiros

A tragédia de Thaylla Manuela serve como um doloroso lembrete dos riscos associados à água, especialmente para crianças. O Corpo de Bombeiros do Paraná e outras autoridades de segurança aquática enfatizam a importância de seguir rigorosas medidas de prevenção para evitar novos incidentes.

Medidas de segurança para crianças em piscinas

A supervisão é a regra de ouro na prevenção de afogamentos infantis. Crianças devem estar sempre sob supervisão direta e ininterrupta de um adulto, e nunca de outra criança ou adolescente, mesmo que mais velho. O adulto responsável deve manter-se a um braço de distância da criança e, idealmente, dentro da piscina, para uma intervenção imediata. É crucial evitar o consumo de bebidas alcoólicas enquanto se supervisiona crianças na água, pois a atenção e o tempo de reação podem ser drasticamente afetados.

A instalação de barreiras físicas é uma medida preventiva essencial. Cercas, grades, travas de segurança e lonas resistentes devem ser instaladas ao redor da piscina para impedir o acesso livre de crianças. Além disso, é importante manter brinquedos e outros objetos de interesse longe da borda e do interior da piscina, pois eles podem atrair as crianças para a água sem supervisão. A atenção redobrada também é necessária com adolescentes, incentivando-os a evitar saltos perigosos e brincadeiras arriscadas que possam levar a acidentes.

Ações preventivas e procedimentos em caso de emergência

O uso de equipamentos de flutuação deve ser restrito a dispositivos homologados pela Marinha do Brasil, que garantem a segurança e a eficácia. Boias e coletes não homologados podem ser enganosos e não oferecer a proteção necessária. A segurança da infraestrutura da piscina também é vital, incluindo a instalação de ralos antissucção ou botões de parada emergencial para evitar o aprisionamento por sucção.

Em ambientes como clubes e condomínios, é imprescindível obedecer às orientações dos guarda-vidas e garantir que o acesso à piscina seja controlado e seguro. Em caso de afogamento, a ação rápida e correta faz toda a diferença. Primeiramente, retire a pessoa da água com segurança. Em seguida, ligue imediatamente para o número de emergência 193 (Corpo de Bombeiros). Se a vítima não expelir a água ou estiver inconsciente, posicione-a virada para o lado direito e inicie as manobras de massagem cardiorrespiratória (RCP) até a chegada do socorro médico especializado. Conhecer e praticar esses procedimentos pode ser decisivo para salvar uma vida.

A dor da perda e a importância da conscientização

A perda de Thaylla Manuela Moraes dos Santos é uma tragédia que expõe a vulnerabilidade de crianças diante dos perigos aquáticos e a imperatividade da vigilância contínua. Cada afogamento é um lembrete doloroso de que a segurança em ambientes com piscinas, rios ou mar não é uma opção, mas uma responsabilidade inegociável de todos os adultos. A dor da família e o choque da comunidade devem servir como um catalisador para a conscientização e a adoção de práticas mais seguras. Somente com um compromisso coletivo com a prevenção poderemos evitar que outras famílias experimentem a mesma dor e garantir que o lazer na água seja sinônimo de alegria e não de luto.

Perguntas frequentes sobre prevenção de afogamentos

Qual a principal medida de prevenção para afogamentos infantis?
A principal medida é a supervisão constante e direta de um adulto responsável. O adulto deve estar sempre a um braço de distância da criança na água e manter total atenção, evitando distrações como celulares ou bebidas alcoólicas.

O que fazer imediatamente após encontrar alguém se afogando?
Primeiro, remova a pessoa da água com segurança. Em seguida, ligue imediatamente para o número de emergência (193 no Brasil). Se a vítima não estiver consciente ou respirando, inicie as manobras de reanimação cardiorrespiratória (RCP), se souber como fazê-lo, até a chegada do socorro especializado.

Quais equipamentos de segurança são recomendados para piscinas?
Recomenda-se a instalação de cercas de proteção com portões de fechamento automático e travas, grades ou telas que impeçam o acesso de crianças à piscina. Lonas de segurança resistentes também são indicadas. Dentro da piscina, ralos antissucção e botões de parada de emergência são importantes para evitar aprisionamento.

A supervisão de adolescentes em piscinas requer atenção especial?
Sim. Embora adolescentes possam nadar, eles ainda estão sujeitos a acidentes. É importante orientá-los a evitar brincadeiras bruscas, saltos perigosos e mergulhos em locais rasos. O consumo de álcool deve ser proibido para menores e evitado por adultos que supervisionam, pois diminui a percepção de risco e o tempo de reação.

Para garantir a segurança de todos em ambientes aquáticos, informe-se sobre as diretrizes de prevenção de afogamentos e compartilhe estas informações cruciais com sua família e amigos. A prevenção é a melhor forma de proteger vidas.

Fonte: https://g1.globo.com

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