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Criança Agredida por Pai no Paraná Está Bem, Enquanto Investigação Revela Histórico de Violência

G1

A criança de três anos, brutalmente agredida pelo pai com um chute em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, encontra-se em bom estado de saúde, conforme confirmado pela Polícia Civil. A informação traz um alento em meio à repercussão de um caso que ganhou destaque após um vídeo da agressão circular nas redes sociais, culminando na prisão preventiva do agressor e na instauração de um inquérito para apurar a conduta do pai.

A Violência Capturada e a Repercussão Inicial

A chocante agressão ocorreu no último domingo, dia 5 de maio, e foi registrada por uma câmera de segurança. As imagens mostram o homem caminhando pela calçada com a filha e o enteado, de cinco anos, quando subitamente para e desfere um chute na menina, que cai ao chão. A cena de violência, logo após ser divulgada em plataformas digitais, chegou ao conhecimento da mãe das crianças, que prontamente registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (7), dando início às diligências policiais. Durante o incidente, um empresário local, José Fernandes, tentou intervir para proteger a criança, sendo confrontado e ameaçado pelo agressor.

Monitoramento da Saúde e Medidas Protetivas

Após a formalização da denúncia, a Polícia Civil, através do delegado Ricardo Moraes, agiu rapidamente para verificar o estado de saúde da menina. O contato com peritos garantiu uma avaliação detalhada, e felizmente, apesar da brutalidade das imagens, foi constatado que a criança não sofreu sequelas graves. O laudo oficial dos exames ainda é aguardado, mas a garantia de que a menina está bem é um ponto crucial da investigação. Além disso, foram solicitadas e concedidas medidas protetivas de urgência para a criança agredida, seu irmão e a mãe, visando garantir a segurança imediata da família e romper o ciclo de violência.

Da Confissão à Prisão Preventiva

Na quarta-feira (8), o pai compareceu à delegacia, sem advogado, e em depoimento, confessou a agressão, alegando que chutou a filha porque ela estava chorando. Ele expressou arrependimento, mas, naquele momento, não foi autuado em flagrante, procedimento que ocorre durante ou imediatamente após a prática do crime. No entanto, a investigação aprofundou-se e, na quinta-feira (9), a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra o agressor. A medida foi solicitada pela Polícia Civil após a identificação de um histórico de agressões contra as crianças que conviviam com o homem – tanto a filha quanto o enteado de cinco anos –, com a expectativa de que a prisão possa encorajar outras testemunhas a denunciar situações de violência sem temor.

Andamento do Inquérito e Amparo Social

Um inquérito policial foi instaurado para apurar detalhadamente o caso, no qual o homem responderá pelo crime de lesão corporal. O prazo inicial para a conclusão do inquérito é de 10 dias, podendo ser prorrogado se necessário. A polícia já ouviu a mãe da menina, os avós maternos e um tio materno. Familiares do pai, residentes em Santa Catarina e com pouco contato, também poderão ser convocados. O Conselho Tutelar foi acionado e está acompanhando de perto a situação, reforçando a rede de proteção à criança e ao adolescente. Especialistas destacam que a proteção de crianças é uma responsabilidade de toda a sociedade, e o choro, para elas, é uma expressão emocional natural devido à falta de repertório de linguagem.

O caso de Francisco Beltrão ressalta a importância da vigilância comunitária e da denúncia em situações de violência contra crianças. Com a criança em segurança e o agressor sob custódia, as autoridades continuam empenhadas em garantir a justiça e a proteção integral das vítimas, reafirmando o compromisso com o combate à violência doméstica e infantojuvenil.

Fonte: https://g1.globo.com

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