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Bolsas Asiáticas Fecham Mistas com Fim de Recordes em Seul, Impulsionadas por Tensões Geopolíticas

Bolsa de Valores de Xangai, na China  • 28/02/2020 REUTERS/Aly Song

Os mercados acionários asiáticos apresentaram um comportamento heterogêneo nesta terça-feira (12), com destaque para a interrupção de uma notável sequência de máximas históricas na bolsa de Seul. Esse cenário de desempenho dividido foi majoritariamente influenciado pelas persistentes tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, um conflito que continua a gerar incertezas e a impulsionar a valorização dos preços do petróleo no cenário global.

Divergência de Mercados na Ásia

A capital sul-coreana, Seul, registrou uma queda significativa, com o índice Kospi recuando 2,29%, encerrando o dia em 7.643,15 pontos. Esta retração quebrou uma série de cinco pregões consecutivos de recordes, impulsionados anteriormente por um forte rali nas ações de chips e pelo otimismo em torno das perspectivas da inteligência artificial. Contudo, o sentimento negativo não se generalizou por toda a região. No Japão, o Nikkei de Tóquio valorizou 0,52%, fechando em 62.742,57 pontos, com o setor de eletrônicos contribuindo para o avanço. Em Taiwan, o Taiex também registrou ganhos modestos de 0,26%, alcançando 41.898,32 pontos.

Em contraste, outras praças financeiras asiáticas acompanharam a tendência de baixa observada em Seul. O índice Hang Seng de Hong Kong cedeu 0,22%, fechando em 26.347,91 pontos. Na China continental, a sessão foi predominantemente negativa, com o Xangai Composto perdendo 0,25%, para 4.214,49 pontos, e o Shenzhen Composto, de menor abrangência, registrando uma queda mais acentuada de 0,63%, a 2.903,98 pontos. Na Oceania, a bolsa australiana também encerrou no vermelho, com o S&P/ASX 200 de Sydney em baixa de 0,36%, para 8.670,70 pontos.

Escalada da Crise no Oriente Médio

A principal catalisadora para a cautela nos mercados asiáticos e o subsequente impacto nos preços do petróleo reside na deterioração das relações entre os Estados Unidos e o Irã. Os recentes desdobramentos indicam um afastamento considerável de qualquer solução diplomática para o conflito que já perdura há aproximadamente dois meses e meio. Declarações contundentes de líderes reforçaram a percepção de um cenário instável.

O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou o tom ao classificar a contraproposta do Irã ao plano de paz da Casa Branca como 'lixo', um dia após considerá-la 'inaceitável'. Ele também alertou que o atual cessar-fogo entre Washington e Teerã encontra-se em 'estado crítico', sinalizando uma potencial escalada nas hostilidades e uma diminuição das esperanças por uma resolução pacífica. Essa retórica acirrada contribui diretamente para a incerteza geopolítica, impactando a confiança dos investidores e a dinâmica dos mercados.

Impacto Direto nos Preços Globais do Petróleo

A incerteza gerada pela prolongada crise no Oriente Médio tem repercussões imediatas no mercado de commodities, especialmente no petróleo. Com a escalada das tensões e a deterioração das perspectivas diplomáticas, os preços da commodity registraram uma notável valorização. Esta terça-feira marcou a terceira sessão consecutiva de alta para o petróleo, refletindo o temor de interrupções na oferta e a demanda por ativos de proteção.

Por volta das 5h40 (horário de Brasília), o barril de Brent, referência internacional, apresentava um aumento de 2,5%, aproximando-se da marca de US$ 107. Essa persistente valorização da matéria-prima serve como um termômetro das preocupações dos mercados em relação ao cenário geopolítico, indicando que a instabilidade no Oriente Médio continua a ser um fator dominante na precificação global do petróleo e, consequentemente, influenciando outras classes de ativos.

Em suma, o dia nos mercados asiáticos foi um reflexo direto da intrincada relação entre fatores domésticos, como o otimismo com a IA na Coreia do Sul, e as pressões globais, especialmente a crise no Oriente Médio. Enquanto algumas economias demonstraram resiliência ou registraram ganhos modestos, a sombra das tensões geopolíticas e o consequente aumento dos preços do petróleo criaram um ambiente de cautela generalizada, evidenciado pelo fim da sequência recorde em Seul e pela performance mista em todo o continente.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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