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Atlético-MG recebe sondagens por Rony de clubes da Série A

Rony comemora golaço na vitória do Atlético-MG sobre o Ceará  • Pedro Souza / Atlético

O Atlético-MG, imerso em um processo de reformulação estratégica do seu elenco, observa atentamente o mercado da bola. Um dos seus atletas mais utilizados na última temporada, o atacante Rony, tornou-se alvo de sondagens. Bahia e Santos, ambos clubes da Série A e também ativos na busca por reforços, manifestaram interesse na contratação do camisa 33. A potencial movimentação de Rony surge em um momento crucial para o Galo, que busca não apenas otimizar seu plantel, mas também reequilibrar as finanças para os desafios da próxima temporada. O interesse na saída de Rony se alinha com a política de reestruturação financeira e técnica da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube mineiro.

Contexto da reformulação e o papel de Rony no Atlético-MG

A diretoria do Atlético-MG, sob a nova gestão da SAF, tem focado em uma reformulação substancial do elenco. O objetivo principal é a redução da folha salarial, que figura entre as mais altas do futebol brasileiro, e o consequente rejuvenescimento do grupo de jogadores. Atletas acima dos 30 anos, especialmente aqueles com vencimentos mais elevados, estão sob escrutínio para possíveis negociações, visando a otimização dos recursos. Rony, aos 33 anos e com um salário que ultrapassa o valor de R$ 1 milhão, enquadra-se precisamente nesse perfil, tornando-se um ativo estratégico para a política de gestão do clube.

Desde sua chegada ao Galo no início do ano, vindo do Palmeiras, o atacante demonstrou grande assiduidade em campo. Ele participou de 63 partidas oficiais, consolidando-se como um dos pilares ofensivos da equipe, e balançou as redes adversárias em 13 ocasiões. Essa marca o colocou como vice-artilheiro do Alvinegro na última temporada, ficando atrás apenas do icônico Hulk, que registrou 21 gols. A relevância de Rony, portanto, não é meramente numérica; ele foi uma peça-chave no esquema tático do técnico Jorge Sampaoli, contribuindo com sua experiência, capacidade de finalização e presença de área. Contudo, a necessidade de equilíbrio financeiro e a estratégia de longo prazo para a sustentabilidade do clube podem sobrepor-se à performance individual, mesmo que destacada, abrindo espaço para sua possível negociação.

Detalhes sobre o desempenho de Rony e a política de elenco do Galo

A adaptabilidade e o faro de gol de Rony foram evidentes em sua passagem pelo Atlético-MG. Atuando em diversas funções no ataque, ele provou ser um jogador versátil e dedicado, conquistando a confiança da comissão técnica e da torcida. Seu impacto em campo foi inegável, especialmente em jogos decisivos, onde sua experiência em momentos de pressão se fez valer. No entanto, a diretoria do Galo entende que, para alcançar os objetivos financeiros traçados, é imperativo enxugar a folha salarial e buscar atletas com menor custo e maior potencial de revenda futura. A saída de um jogador com o histórico e o salário de Rony liberaria um espaço significativo no orçamento, permitindo novos investimentos ou a redução da dívida do clube.

O interesse de Bahia e Santos na contratação

Bahia e Santos, tradicionais potências do futebol brasileiro, demonstraram formalmente interesse na aquisição de Rony. Ambos os clubes estão buscando qualificar seus respectivos elencos para as próximas temporadas e veem no atacante atleticano uma oportunidade de agregar experiência e poder de fogo. O Bahia, impulsionado pelos investimentos do Grupo City e com ambiciosos planos de crescimento, procura nomes que possam elevar o patamar técnico da equipe, especialmente no setor ofensivo. A chegada de um jogador com o histórico de Rony, acostumado a disputar grandes competições e com bom retrospecto de gols, seria vista como um reforço significativo para a estratégia do Tricolor de Aço em se consolidar entre os grandes do país.

Por outro lado, o Santos, que busca recuperar seu prestígio no cenário nacional após temporadas de altos e baixos e um recente rebaixamento, também sinalizou sua intenção de contar com o atleta. O Peixe está em uma fase crucial de reestruturação e necessita de jogadores que possam trazer liderança, experiência e, acima de tudo, gols. A vasta experiência de Rony no Campeonato Brasileiro e em competições continentais é um trunfo valioso que pode ser determinante para as aspirações do clube praiano em sua jornada de reconstrução e retorno à elite do futebol brasileiro. Neste momento, não há um clube favorito na disputa, com ambos monitorando a situação e avaliando as condições para formalizar uma proposta que atenda às expectativas do Atlético-MG e do jogador. A concorrência entre os interessados pode ser um fator decisivo no desfecho da negociação.

Perspectivas para os clubes interessados e a dinâmica do mercado

A busca por Rony por parte de Bahia e Santos reflete uma tendência no mercado de valorizar jogadores experientes que podem trazer um retorno imediato. Para o Bahia, a aquisição se encaixa na estratégia de construir um elenco competitivo para a Série A, enquanto para o Santos, seria um movimento audacioso para liderar o time em sua busca pelo retorno à primeira divisão. A dinâmica do mercado, com a escassez de atacantes com a capacidade de Rony, coloca o Galo em uma posição confortável para negociar. Contudo, o alto salário do jogador pode ser um entrave, exigindo que os clubes interessados apresentem um projeto financeiro sólido e atraente para o atleta.

A posição do Atlético-MG e a perspectiva do empresário

A diretoria do Atlético-MG está em modo de espera, aguardando ofertas que considerem vantajosas pelos seus ativos. A negociação envolvendo Rony não será simples, dada a complexidade financeira de sua contratação e a política interna do clube de reduzir custos. Para adquirir Rony junto ao Palmeiras, o Galo desembolsou cerca de 6 milhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 35 milhões na cotação da época. Esse investimento robusto faz com que o clube mineiro se mostre relutante em aceitar qualquer tipo de transação que não seja uma venda definitiva, mesmo que por um valor inferior ao pago inicialmente. Empréstimos ou outras modalidades que não resultem em retorno financeiro direto e significativo são improváveis, considerando a necessidade de capitalizar e reduzir a dívida acumulada.

Hércules Júnior, representante de Rony, esclareceu que, até o momento, nenhuma abordagem formal foi realizada diretamente ao estafe do jogador. Ele ressaltou que o protocolo habitual no futebol prevê que as negociações iniciais devem ocorrer entre os clubes. Somente se houver um acordo preliminar entre as instituições e a vontade do Atlético-MG de concretizar a venda, é que o agente e o atleta serão envolvidos na etapa final da “jogada” para discutir termos pessoais. Rony possui um contrato vigente com o Alvinegro até o final de 2027, o que confere ao Galo uma posição de barganha sólida, mas também impõe o ônus de um salário expressivo em sua folha. A situação demanda uma análise cuidadosa por parte de todas as partes envolvidas para que se chegue a um desfecho que contemple os interesses financeiros do Atlético-MG, as ambições esportivas dos clubes interessados e a carreira do jogador.

Perspectivas futuras e desafios financeiros

A eventual saída de Rony representa mais um passo na estratégia do Atlético-MG de reconfigurar seu plantel. A meta da cúpula da SAF e do departamento de futebol é clara: diminuir a folha salarial e, ao mesmo tempo, rejuvenescer o elenco sob o comando técnico. A venda de jogadores de alto valor de mercado e com salários elevados é vista como uma das alternativas para aliviar a pressão financeira e garantir a sustentabilidade a longo prazo do clube. A decisão sobre Rony, portanto, transcende a questão puramente técnica, inserindo-se em um plano maior de gestão, que visa equilibrar as contas e construir um futuro financeiro mais sólido para o Galo.

Para os clubes interessados, a contratação de Rony significaria um investimento considerável, não apenas pelo valor de mercado a ser pago ao Atlético-MG, mas também pelos altos vencimentos do atleta. A chegada de um jogador experiente como Rony pode trazer resultados imediatos e liderança ao vestiário, mas também exige um planejamento financeiro robusto e uma análise profunda do custo-benefício. O mercado da bola segue aquecido e cada movimento é calculado, buscando o equilíbrio entre performance esportiva e saúde econômica. O desdobramento desta sondagem será um indicativo importante das direções que Atlético-MG, Bahia e Santos pretendem tomar em suas respectivas gestões de elenco para os próximos anos.

Perguntas frequentes

Qual a situação contratual de Rony com o Atlético-MG?
Rony possui contrato vigente com o Atlético-MG até o final de 2027, o que garante ao Galo a posse dos seus direitos econômicos.

Quais clubes da Série A demonstraram interesse em Rony?
Bahia e Santos, ambos clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro, formalizaram o interesse na contratação do atacante.

Qual foi o investimento do Atlético-MG na contratação de Rony?
O Galo desembolsou cerca de 6 milhões de euros, o que correspondia a aproximadamente R$ 35 milhões na cotação da época, para adquirir Rony do Palmeiras.

Qual a posição do Atlético-MG sobre a saída de Rony?
O clube aguarda boas ofertas pelo jogador e dificilmente aceitará qualquer tratativa que não envolva uma venda definitiva, considerando o alto investimento realizado e a política de redução da folha salarial.

Acompanhe as próximas notícias e todos os desdobramentos desta e outras negociações do mercado da bola para ficar por dentro das movimentações dos principais clubes brasileiros.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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