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Adolescente Venezuelana é Brutalmente Assassinada Pelo Padrasto no Paraná; Suspeito Morre em Confronto Policial

G1

A tranquilidade da cidade de Floresta, no Noroeste do Paraná, foi quebrada por um crime de extrema violência que culminou na morte da adolescente venezuelana Andreina Susej Gonzalez Sosa, de apenas 14 anos. As investigações da Polícia Civil (PC-PR) apontam que o autor do homicídio foi seu padrasto, Yorvi del Jesus Garcia, de 26 anos, motivado pela sua não aceitação do fim do relacionamento com a mãe da vítima. O desenrolar do caso tomou um novo rumo quando o suspeito foi encontrado e morto em confronto com a Polícia Militar (PM-PR) na região de Maringá.

O Encontro Macabro e a Identificação da Vítima

O corpo de Andreina foi descoberto em um espaço abandonado em Floresta. A identificação da jovem venezuelana marcou o início de uma complexa apuração. A Polícia Civil rapidamente direcionou suas atenções para Yorvi del Jesus Garcia, o padrasto da vítima, como principal suspeito. Uma testemunha ocular foi crucial nas primeiras horas da investigação, relatando ter visto o homem carregando o corpo da adolescente e tentando ocultá-lo no local, que convenientemente ficava próximo à residência da família.

A testemunha, que inicialmente não compreendeu a gravidade da cena, observou Yorvi cobrindo o corpo com objetos. No dia seguinte, movida pela curiosidade, ela retornou ao local e se deparou com a chocante descoberta, alertando as autoridades. Este depoimento foi fundamental para ligar Yorvi ao crime.

Motivação Cruel: O Fim de um Relacionamento e a Vingança

Aprofundando nas motivações, a Polícia Civil apurou que Yorvi e a mãe de Andreina estavam em processo de separação, e o padrasto não aceitava a decisão da mulher. Diante disso, a principal linha de investigação é que Yorvi teria utilizado a filha de sua ex-companheira como um meio cruel de atingi-la. Esta hipótese, se confirmada, caracteriza o que a polícia investiga como feminicídio — dado o contexto de violência contra a mulher por questões de gênero — e vicaricídio, que se refere ao crime cometido contra alguém sob a guarda de uma mulher com o objetivo de causar sofrimento a ela.

A Emboscada e a Execução do Crime

Detalhes perturbadores da noite do crime revelam um planejamento meticuloso por parte do assassino. O delegado responsável pelo caso informou que Yorvi enviou uma mensagem à ex-companheira na madrugada de sábado, dia do crime. Ciente do horário em que ela saía para trabalhar, ele perguntou se a mulher já havia deixado a residência, alegando que precisava pegar documentos no imóvel. Para a polícia, essa foi uma t tática para assegurar que Andreina estivesse sozinha em casa.

Ao receber a confirmação de que sua ex-companheira havia saído, Yorvi invadiu a casa. Lá, ele cometeu o brutal assassinato de Andreina. A perícia inicial revelou a intensidade da violência: a faca utilizada no crime foi encontrada no local, e as investigações preliminares indicam que a jovem foi atingida por cerca de 14 facadas na região do busto.

Confronto Fatal e Morte do Suspeito

A caçada a Yorvi del Jesus Garcia não demorou. No mesmo sábado em que o corpo de Andreina foi descoberto, a Polícia Militar localizou o suspeito. Durante uma tentativa de abordagem em uma estrada rural de Maringá, Yorvi reagiu. Segundo o relatório da corporação, ele efetuou disparos contra os policiais, que revidaram, resultando na morte do homem de 26 anos. Sua morte encerrou a perseguição, mas não o trabalho da justiça.

O desfecho do caso, com a morte do principal suspeito, conclui uma parte da apuração, mas a Polícia Civil do Paraná continua as investigações para consolidar todas as evidências e circunstâncias que cercam este crime hediondo. As tipificações de feminicídio e vicaricídio continuam sendo as principais linhas de trabalho, buscando entender a profundidade da crueldade motivada por um relacionamento desfeito.

Fonte: https://g1.globo.com

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