A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou uma nova etapa de buscas no interior de São Paulo em uma tentativa de localizar Antonio Buscariollo, de 66 anos, e seu filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22. Pai e filho são considerados foragidos e principais suspeitos do desaparecimento e morte de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso, além do desaparecimento de Alencar Gonçalves de Souza, todos envolvidos em uma cobrança de dívida que resultou em uma emboscada fatal em Icaraíma, no noroeste do Paraná.
Operação em São Paulo: Buscas e Mandados Cumpridos
A recente operação policial ocorreu em um pesqueiro na cidade de Morro Agudo, no interior paulista, após o recebimento de uma denúncia sobre o possível paradeiro dos Buscariollo. Contudo, apesar dos esforços das equipes, os suspeitos não foram encontrados no local. Simultaneamente, a PCPR, em colaboração com a Polícia Militar de São Paulo, cumpriu mandados de busca e apreensão em Santa Bárbara d’Oeste. Essas ações, expedidas pela Vara Criminal da Comarca de Icaraíma, tiveram como objetivo localizar e apreender celulares, dispositivos eletrônicos e outros itens que possam fornecer elementos cruciais para a elucidação do crime.
A Complexa Investigação e o Apelo à População
Desde 9 de agosto, data em que os suspeitos foram declarados foragidos, a investigação tem sido conduzida sob rigoroso sigilo, visando preservar provas e garantir a integridade do processo. A Polícia Civil do Paraná reforça a importância da colaboração da população, solicitando que qualquer informação que possa auxiliar no esclarecimento do caso ou indicar o paradeiro dos Buscariollo seja repassada aos canais oficiais da polícia, com total garantia de sigilo e anonimato. A defesa dos acusados, por sua vez, mantém a alegação de inocência de seus clientes.
O Enredo do Crime: Dívida e Emboscada Fatal
O caso teve início quando Robishley, Rafael e Diego viajaram de São José do Rio Preto, em São Paulo, até Icaraíma, no Paraná, para realizar uma cobrança. Eles haviam sido contratados por Alencar Gonçalves de Souza para essa finalidade. A dívida, no valor de R$ 255 mil, estava relacionada à venda de uma propriedade rural por Alencar à família Buscariollo, com pagamento dividido em dez notas promissórias que nunca foram quitadas. O último registro visual dos quatro homens juntos foi feito por uma câmera de segurança em uma panificadora em Icaraíma, na manhã de 5 de agosto. Mais tarde, por volta do meio-dia do mesmo dia, as vítimas fizeram seu último contato com as famílias, antes de, segundo a investigação, caírem em uma emboscada fatal logo após a tentativa de cobrança.
Desaparecimento dos Suspeitos e a Descoberta do Carro das Vítimas
Após o registro do sumiço dos homens pela esposa de Robishley em 6 de agosto, a investigação da polícia apontou Antonio e Paulo Buscariollo como suspeitos. Em 7 de agosto, um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência deles. Pai e filho compareceram à delegacia, onde confirmaram o negócio da propriedade, mas negaram qualquer envolvimento direto com a dívida ou o desaparecimento. Após serem liberados, eles e todos os seus familiares que residiam no mesmo local desapareceram, sendo desde então considerados foragidos.
Um avanço significativo na investigação ocorreu em 12 de setembro, quando o carro utilizado pelas vítimas na viagem a Icaraíma foi encontrado. O veículo, uma picape, estava enterrado em um bunker em uma área de mata fechada na zona rural de Icaraíma, coberto por uma lona. A localização foi possível graças a uma carta anônima recebida pelo pai de uma das vítimas e à colaboração de um informante. Exames no veículo revelaram vestígios de sangue, marcas de disparos de arma de fogo, vidros quebrados e bancos danificados, consolidando a tese de um crime violento.
Conclusão: Um Caso em Aberto com Buscas Ativas
Com a operação mais recente em São Paulo, a Polícia Civil demonstra a continuidade e a intensidade das buscas pelos foragidos Antonio e Paulo Buscariollo. O inquérito segue seu curso, buscando reunir novos elementos que possam elucidar completamente a dinâmica do crime e localizar os responsáveis. A comunidade permanece como um elo fundamental na rede de informações, e a polícia reitera o apelo para que qualquer dado relevante seja compartilhado, visando a resolução de um caso que chocou a região.
Fonte: https://g1.globo.com