Um incidente inusitado em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, ganhou novos contornos após a mulher envolvida mudar seu depoimento sobre como foi transportada no capô de um veículo Mustang. O caso, inicialmente reportado com a mulher alegando uma tentativa de atropelamento, agora apresenta uma reviravolta significativa, conforme as últimas informações divulgadas pela Polícia Civil (PC-PR).
O Incidente Inicial e a Primeira Versão
A cena, que rapidamente viralizou em registros feitos por terceiros, ocorreu na madrugada de um domingo recente, quando um Mustang foi avistado trafegando com uma mulher de 31 anos sobre seu capô. A Guarda Civil Municipal (GCM) interceptou o veículo, e, em um primeiro momento, a mulher relatou aos agentes que seu ex-companheiro, de 35 anos, teria tentado atropelá-la. Para evitar ser atingida e cair, ela afirmou ter se agarrado aos limpadores do para-brisa, chegando a mencionar ferimentos na perna. O casal havia encerrado o relacionamento há pouco tempo.
A Nova Versão da Mulher e o Contexto da Ação
Em um depoimento posterior à Polícia Civil, a narrativa da mulher de 31 anos sofreu uma alteração substancial. Segundo o delegado Itamar Casabranca, ela admitiu ter subido voluntariamente no capô do carro. Seu objetivo, conforme a nova versão, era forçar o ex-companheiro a parar o veículo para que pudessem conversar. A investigação aponta que o carro trafegava em baixa velocidade, permitindo que a mulher descesse sem dificuldades quando o automóvel finalmente parou. Vale ressaltar que, apesar da menção inicial de ferimentos, a mulher não realizou o exame de lesão corporal, e, até o momento, não há comprovação de lesões decorrentes da conduta do motorista.
Condução do Veículo e Desdobramentos Policiais Imediatos
As autoridades informaram que o veículo, com a mulher no capô, percorreu uma distância de aproximadamente três quarteirões antes de ser interceptado. Registros de vídeo mostram a mulher, em determinado momento, chegando a se levantar e, posteriormente, sentar-se sobre o carro antes de desembarcar. Após ouvir os envolvidos e testemunhas, a Polícia Civil autuou o motorista em flagrante por embriaguez ao volante. Foi fixada uma fiança de R$ 3 mil, que foi prontamente paga, permitindo que o homem responda ao processo em liberdade.
Investigações Complementares e Situação do Veículo
Apesar da resolução imediata sobre a embriaguez, a Polícia Civil esclareceu que as investigações não estão encerradas. Em um inquérito paralelo, continuam sendo apurados possíveis crimes de lesão corporal e violência contra a mulher, buscando esmiuçar todas as circunstâncias do incidente. Adicionalmente, foi revelado que o Mustang de luxo não pertencia ao homem que o dirigia. O veículo foi apreendido pelas autoridades e, até a última atualização da ocorrência, aguardava ser recolhido por seu proprietário legal.
Fonte: https://g1.globo.com