As principais bolsas de valores da Europa encerraram a sessão desta segunda-feira (2) com um notável desempenho positivo, à medida que os investidores direcionavam seu foco para os próximos anúncios de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE), ambos agendados para a próxima quinta-feira (5). Paralelamente à expectativa por decisões sobre as taxas de juros, o mercado também demonstrou otimismo diante da iminente divulgação de balanços trimestrais de proeminentes instituições financeiras europeias, ao mesmo tempo em que monitorava a volatilidade observada nos preços de metais preciosos.
Desempenho de Destaque nos Mercados Continentais
O otimismo prevaleceu, levando diversos índices a registrar avanços significativos. Em Londres, o FTSE 100 atingiu uma alta recorde de 1,15%, fechando em 10.341,56 pontos, após tocar o maior nível histórico de 10.345,48. Madri viu seu Ibex 35 valorizar-se em 1,31%, alcançando 18.115,20 pontos, superando a marca inédita de 18.127,70. Outros mercados importantes também celebraram ganhos: o DAX de Frankfurt subiu 1% para 24.784,92 pontos, o CAC 40 de Paris avançou 0,67% a 8.181,17 pontos, enquanto o FTSE MIB de Milão registrou alta de 1,05%, atingindo 46.005,21 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 encerrou o dia com valorização de 0,51%, a 8.706,09 pontos. O índice pan-europeu Stoxx 600, por sua vez, registrou um avanço de 1%, fechando a 617,07 pontos, após atingir sua máxima histórica de 617,80.
Expectativas para as Decisões dos Bancos Centrais
A atenção dos mercados está fortemente voltada para as reuniões de política monetária do BCE e do BoE. Antecedendo essas decisões cruciais de fevereiro, a S&P Global divulgou que o Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor industrial da zona do euro, referente a janeiro, superou as projeções, embora o setor ainda permaneça em território de contração. Analistas de instituições financeiras como ING e TD Securities preveem que tanto o BCE quanto o BoE optarão por manter as taxas de juros em seus níveis atuais, indicando uma postura de cautela e observação por parte das autoridades monetárias.
Balanços Corporativos e Movimentações Setoriais
Além das decisões dos bancos centrais, o foco dos investidores se estendeu à iminente temporada de divulgação de resultados trimestrais de grandes bancos europeus. As expectativas já impulsionaram as ações de nomes como Santander (+2,3%), UBS (+2%), BNP Paribas (+1,3%), UniCredit (+2%) e Société Générale (+1,9%). Na própria segunda-feira, o Intesa Sanpaolo anunciou um programa de recompra de ações e apresentou suas projeções para os próximos anos, fechando o dia com uma alta marginal de 0,1%. No desempenho setorial, o segmento bancário liderou os ganhos com uma valorização de 1,8%, seguido de perto pelo setor de cuidados com a saúde, que avançou 1,3%.
Destaques Individuais
Entre os destaques individuais, a farmacêutica AstraZeneca, com peso significativo no FTSE 100 de Londres, registrou alta de 3,2%, impulsionada pelo início de suas negociações em Nova York e por aprovações regulatórias de medicamentos nos EUA e em outros mercados. No setor de seguros, a Beazley, controladora britânica, chegou a apresentar a maior alta percentual do FTSE 100, fechando com +2,8%, após recusar uma proposta de aquisição da Zurich Insurance, alegando subestimação de seu valor e perspectivas futuras.
O Setor de Mineração e a Volatilidade dos Metais Preciosos
O setor de mineração, por sua vez, demonstrou um comportamento misto, refletindo a volatilidade dos preços do ouro e da prata, bem como a queda do cobre. Embora a Glencore tenha registrado um ligeiro aumento de 0,1% em Londres, outras empresas do segmento apresentaram recuos. A Antofagasta cedeu marginalmente 0,4%, enquanto a Fresnillo encerrou o dia com uma queda de 0,5%, evidenciando a sensibilidade do setor às flutuações das commodities.
Em suma, a sessão europeia da segunda-feira foi marcada por um vigoroso avanço, alimentado pela confluência de expectativas positivas em relação às próximas decisões de juros e a uma safra promissora de resultados corporativos. Enquanto os mercados aguardam os desdobramentos desta semana, a confiança dos investidores parece repousar na capacidade dos bancos centrais de gerir a política monetária de forma a sustentar o crescimento, ao mesmo tempo em que os fundamentos das grandes empresas continuam a ser um pilar de sustentação.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br