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FGC Acelera Pagamentos do Banco Master e Prepara-se para o Will Bank, com Atenção ao Limite de Cobertura

© José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) alcançou um marco significativo nos pagamentos aos credores do Banco Master, desembolsando R$ 26 bilhões até o fim da última sexta-feira. Este volume expressivo representa uma cobertura para 67,3% dos investidores elegíveis, abarcando 66,4% do valor total estimado para indenização. A operação, iniciada em ritmo acelerado após ajustes técnicos nos sistemas do fundo, demonstra a capacidade do FGC em reagir a cenários de liquidação, embora a complexidade das investigações em torno do banco continue a ser um ponto de atenção.

Avanço nos Pagamentos do Banco Master e Agilidade Operacional

Os pagamentos, que se iniciaram na segunda-feira anterior, ganharam um ritmo notável, com o FGC processando cerca de 2,8 mil pedidos por hora, o que equivale a 46 solicitações por minuto, tudo através de seu aplicativo. A agilidade é fruto de um monitoramento contínuo das equipes do fundo, que buscam otimizar os repasses. No entanto, é importante ressaltar que os procedimentos rigorosos de segurança e prevenção a fraudes podem introduzir etapas adicionais de verificação, influenciando os prazos individuais de liberação dos recursos para alguns credores. A estimativa total para cobrir as garantias relacionadas ao Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro, é de aproximadamente R$ 40,6 bilhões, valor que corresponde a cerca de um terço dos recursos disponíveis no FGC.

O Desafio Adicional: A Liquidação do Will Bank

Em um novo desdobramento no cenário financeiro, o FGC se prepara para honrar as garantias relacionadas ao Will Bank, cuja liquidação também foi decretada pelo Banco Central recentemente. Para esta instituição, a expectativa é de um desembolso adicional de R$ 6,3 bilhões. O início dos pagamentos aos credores do Will Bank, contudo, ainda não tem um prazo definido, estando condicionado ao envio da base de dados dos clientes pelo liquidante nomeado pelo Banco Central.

Regra do Conglomerado: Limite de Cobertura Único para Grupos Financeiros

Uma questão crucial para os clientes de ambas as instituições é a regra de cobertura do FGC para conglomerados financeiros. Desde agosto de 2024, o Will Bank integrava o mesmo conglomerado do Banco Master. Isso significa que o limite de cobertura de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ não é duplicado. Assim, clientes que porventura já tenham recebido o teto máximo da garantia em função da liquidação de uma das instituições do grupo, como o Banco Master, não terão direito a valores adicionais referentes a depósitos mantidos no Will Bank ou em outras instituições do mesmo grupo financeiro. O FGC enfatiza que a garantia se aplica ao conglomerado como um todo, e não individualmente por cada instituição que o compõe.

O Contexto da Intervenção no Banco Master

A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada em 18 de novembro, data que coincidiu com a prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro, em uma operação da Polícia Federal que investigava suspeitas de fraudes bilionárias. Embora tenha sido posteriormente libertado, Vorcaro segue respondendo às investigações em liberdade, sob medidas cautelares. Este pano de fundo ressalta a complexidade e a seriedade dos eventos que levaram à intervenção do Banco Central e à atuação do FGC para salvaguardar os interesses dos depositantes.

A atuação do FGC nesses casos reitera seu papel fundamental na estabilidade do sistema financeiro brasileiro, assegurando a confiança dos poupadores e minimizando os impactos de liquidações bancárias. A capacidade de desembolsar bilhões de reais em tempo hábil e de gerenciar múltiplas liquidações simultaneamente sublinha a robustez do fundo e a importância de suas salvaguardas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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