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São Paulo emite alerta para sarampo na temporada de cruzeiros

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

São Paulo emite um alerta de saúde pública elevado devido ao risco de reintrodução do sarampo no Brasil. Com a chegada da temporada de cruzeiros no litoral paulista, que atrai milhares de turistas e trabalhadores de diversas partes do mundo, a preocupação aumenta. O sarampo, uma doença altamente contagiosa, tem surtos ativos em várias regiões globais, o que eleva a probabilidade de casos importados. Em 2025, o país já notificou 38 ocorrências, sendo duas no estado de São Paulo, embora não haja um surto ativo interno. A Secretaria Estadual de Saúde enfatiza a importância da vacinação e de medidas preventivas para proteger a população e manter o status de área livre da doença.

Alerta preventivo e a dinâmica global do sarampo

O cenário de risco na temporada de cruzeiros

A temporada de cruzeiros representa um período de intensificação na circulação de pessoas, incluindo visitantes estrangeiros e tripulantes de navios que atracam nos portos do litoral paulista. Este fluxo constante, aliado à presença de surtos ativos de sarampo em diversas partes do mundo, cria um ambiente propício para a importação do vírus. Embora o Brasil mantenha, até o momento, o certificado de país livre do sarampo, o registro de 38 casos notificados nacionalmente em 2025 — dos quais dois em São Paulo — serve como um lembrete da fragilidade desse status diante da mobilidade global.

A doença, erradicada no Brasil em 2016, teve sua reintrodução em anos posteriores, principalmente por casos importados, sublinhando a necessidade de uma vigilância contínua. As aglomerações características dos navios de cruzeiro e dos terminais portuários maximizam o potencial de disseminação rápida caso um indivíduo infectado esteja presente. As autoridades de saúde ressaltam que a situação exige não apenas atenção à vacinação, mas também uma fiscalização rigorosa e a conscientização de todos os envolvidos, desde passageiros e tripulantes até a população local que tem contato com essas áreas. O objetivo primordial é evitar que casos importados evoluam para uma cadeia de transmissão interna, o que poderia comprometer o esforço de anos para controlar a doença.

Medidas essenciais de prevenção e vigilância

A importância vital da vacinação e higiene

A principal ferramenta na prevenção do sarampo é a vacinação. A Secretaria de Saúde de São Paulo reforça a recomendação para que todos os indivíduos com viagens programadas, seja a turismo ou a trabalho em cruzeiros, ou aqueles que estarão expostos a grandes aglomerações, verifiquem sua situação vacinal. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é fundamental. Idealmente, a imunização deve ser realizada com pelo menos 15 dias de antecedência à potencial exposição, período necessário para que o organismo desenvolva a proteção adequada.

Além da imunização, uma série de medidas auxiliares de higiene e comportamento são cruciais para minimizar o risco de contágio. Entre elas, destacam-se: cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, preferencialmente com um lenço de papel ou com a parte interna do cotovelo; lavar as mãos frequentemente com água e sabão, ou utilizar álcool em gel quando a água não estiver disponível; evitar o compartilhamento de copos, talheres e alimentos; e procurar não levar as mãos à boca ou aos olhos, portas de entrada para o vírus.

Adicionalmente, é aconselhável evitar aglomerações desnecessárias e locais pouco ventilados, manter os ambientes frequentados sempre limpos e arejados, e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas de doença respiratória. Estas práticas, combinadas com a vacinação em dia, formam uma barreira robusta contra a propagação do sarampo e outras infecções respiratórias.

No retorno de viagens, especialmente de cruzeiros, caso surjam sintomas suspeitos até 30 dias após o desembarque, é imperativo procurar imediatamente um serviço de saúde. Os sintomas incluem febre, manchas avermelhadas pelo corpo, acompanhadas de tosse, coriza ou conjuntivite. Ao buscar atendimento, é crucial informar o histórico de deslocamento recente para auxiliar no diagnóstico e na conduta médica. Para evitar a possível disseminação, a orientação é abster-se de circular em locais públicos enquanto os sintomas persistirem.

Brasil mantém status de área livre, mas a vigilância é crucial

Apesar dos casos notificados em 2025 e do alerta emitido, o Brasil continua a ser reconhecido como um país livre do sarampo. Essa distinção é mantida porque a maioria dos casos registrados tem origem importada, ou seja, são pessoas que contraíram o vírus em outros países e o trouxeram para cá, sem que haja uma circulação interna endêmica e sustentada do vírus. Contudo, essa condição é frágil e depende diretamente de uma alta cobertura vacinal e de um sistema de vigilância epidemiológica robusto. A comunidade e os viajantes têm um papel fundamental em manter o país protegido. A ação proativa, como a vacinação e a adoção de medidas preventivas, é a chave para evitar a reintrodução e a disseminação em larga escala do sarampo, garantindo a saúde pública e a continuidade do status de eliminação da doença no território nacional.

Perguntas frequentes sobre o sarampo e a temporada de cruzeiros

1. O que é o sarampo e como ele é transmitido?
O sarampo é uma doença infecciosa grave e altamente contagiosa, causada por um vírus. A transmissão ocorre por meio de secreções respiratórias, como gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar, que se espalham pelo ar. É tão contagiosa que uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas.

2. Quem deve se vacinar contra o sarampo antes de viajar em cruzeiros ou em áreas de aglomeração?
Todas as pessoas com idade adequada, especialmente aquelas que planejam viajar em cruzeiros ou que estarão expostas a grandes aglomerações, devem verificar seu status vacinal. A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é recomendada, e a imunização deve ser feita preferencialmente com ao menos 15 dias de antecedência à viagem para garantir a proteção efetiva. Pessoas sem comprovação de duas doses da vacina (entre 12 meses e 29 anos de idade) ou uma dose (entre 30 e 59 anos) devem se vacinar.

3. Quais são os sintomas do sarampo e o que devo fazer se os apresentar após uma viagem?
Os sintomas iniciais incluem febre alta, tosse persistente, coriza, conjuntivite e pequenas manchas brancas dentro da boca (manchas de Koplik). Após alguns dias, surgem manchas avermelhadas na pele, que geralmente começam no rosto e se espalham para o resto do corpo. Se esses sintomas surgirem em até 30 dias após o retorno de uma viagem, especialmente de cruzeiro, procure imediatamente um serviço de saúde, informe seu histórico de deslocamento e evite circular em locais públicos para prevenir a transmissão.

Mantenha-se informado e proteja-se. Para mais detalhes sobre a vacinação e medidas preventivas, consulte as autoridades de saúde locais ou o seu médico.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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