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Ataque a tiros em Prudentópolis: bebê morre, seis ficam feridos, incluindo crianças

G1

Na madrugada do último sábado (27), a cidade de Prudentópolis, na região central do Paraná, foi palco de um ataque a tiros brutal que resultou na morte de uma bebê de nove meses e deixou seis pessoas feridas, incluindo três crianças. A violência, que se desenrolou em uma residência onde 11 familiares se abrigavam, é o desfecho de uma série de ameaças iniciadas na noite anterior. A Polícia Militar foi acionada múltiplas vezes para conter um homem de 28 anos que, após ameaçar a companheira, escalou a agressão para um atentado contra os parentes da vítima, utilizando uma pistola 9 milímetros e uma espingarda calibre 12. O caso chocante mobilizou as forças de segurança e levanta questões sobre a segurança doméstica e a rápida escalada da violência.

A escalada da violência e o plano de fuga

Ameaças prévias e busca policial
A cronologia dos eventos teve início na noite de sexta-feira (26), quando um homem de 28 anos, cuja identidade não foi divulgada pelas autoridades, ameaçou sua companheira de 25 anos dentro da casa onde o casal residia. Temendo pela sua segurança, a mulher conseguiu deixar o local e procurou refúgio, juntando-se a familiares para jantar em um restaurante da cidade. No entanto, o agressor persistiu em suas ameaças. Pouco tempo depois, o suspeito se dirigiu ao estabelecimento onde a mulher estava e a intimidou novamente, desta vez empunhando uma arma de fogo.

Diante da gravidade das ameaças, a vítima prontamente registrou um boletim de ocorrência junto à Polícia Militar. As equipes policiais iniciaram imediatamente as buscas pelo homem, mas ele não foi localizado naquele momento. Para garantir a segurança da mulher, uma viatura da Polícia Militar a escoltou até sua residência para que ela pudesse retirar alguns pertences pessoais. Após essa medida, a vítima foi levada para a casa dos familiares com quem havia jantado, buscando um local seguro para se abrigar das investidas do companheiro.

A emboscada na madrugada
Apesar das medidas de segurança tomadas, a situação escalou para um desfecho trágico nas primeiras horas do sábado. Por volta das 4h da madrugada, a Polícia Militar foi novamente acionada. Conforme relatado pela corporação, o homem retornou, mas desta vez munido de armamento pesado e acompanhado de um segundo suspeito, cuja identidade ainda não foi determinada. O objetivo dos agressores era claro: localizar e matar a mulher.

Ao chegar à residência dos familiares da vítima, onde ela havia se abrigado, os dois homens iniciaram uma série de disparos contra as pessoas que estavam no imóvel. No momento do ataque, havia 11 familiares presentes na casa. O armamento utilizado pelos criminosos incluía uma pistola calibre 9 milímetros e uma espingarda calibre 12, indicando uma ação premeditada e com alta capacidade letal. A violência indiscriminada resultou em múltiplos feridos, transformando o ambiente familiar em uma cena de horror e desespero.

Vítimas e o rastro de destruição

Os feridos do ataque
O ataque indiscriminado deixou um rastro de seis pessoas feridas, que foram atingidas pelos disparos das armas de fogo. Entre as vítimas, três eram crianças, o que intensifica a brutalidade do crime. Um menino de 7 anos foi ferido na região próxima ao olho, possivelmente por estilhaços, conforme o relato de um policial que prestou atendimento no local da ocorrência. Seu irmão, de 11 anos, sofreu um ferimento grave na perna, atingido por um disparo de espingarda.

Em um dos casos mais impressionantes e chocantes, uma menina de 11 anos foi atingida por um tiro na região do crânio. Segundo o relato médico repassado à Polícia Militar, a sobrevivência da criança foi considerada um “milagre”, já que o projétil passou a menos de um centímetro de uma área que teria provocado um ferimento fatal. Entre os adultos feridos, um homem foi atingido na perna e no braço, enquanto uma mulher sofreu ferimentos na perna. Além disso, houve o registro de um adulto que sofreu um disparo de raspão, mas que não necessitou de atendimento hospitalar.

A tragédia da bebê de nove meses
Durante o caos do ataque, a mulher conseguiu fugir da casa, levando consigo a filha do casal, uma bebê de apenas nove meses de idade. Em um ato desesperado para se proteger e proteger a criança do atirador, a mãe correu em direção a uma área de mata próxima, buscando um esconderijo. Contudo, o desfecho dessa tentativa de fuga foi igualmente trágico.

De acordo com a suspeita inicial da Polícia Militar, ao tentar conter o choro da criança e se proteger na escuridão e no silêncio da mata, a mãe teria mantido o rosto da bebê muito próximo ao seu corpo, o que pode ter provocado uma obstrução das vias aéreas da pequena. Lamentavelmente, a criança faleceu no local. A Polícia Militar informou que, preliminarmente, não foram encontrados indícios de disparos de arma de fogo no corpo da bebê. A causa exata da morte será confirmada por exames periciais e pela apuração detalhada dos órgãos competentes, que investigarão se a asfixia foi de fato a causa do óbito.

A investigação e as prisões

A prisão do pai do suspeito
Após o atentado em Prudentópolis, as investigações se aprofundaram para localizar os responsáveis. Em um desdobramento das buscas, o pai do principal suspeito, um homem de 53 anos, foi preso. A detenção ocorreu após a Polícia Militar encontrar duas armas de fogo sem registro na residência do indivíduo.

Apesar da prisão, as autoridades esclareceram que, até o momento da última atualização, não havia indícios de que essas armas apreendidas tivessem sido utilizadas no crime que resultou na morte da bebê e nos ferimentos das seis pessoas. Da mesma forma, não foram encontrados elementos que sugerissem a participação direta do pai do suspeito no ataque armado. Ele foi detido e autuado pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, uma infração à legislação brasileira que pune a posse ou porte de armas sem a devida permissão ou registro. A investigação segue para determinar se há alguma conexão indireta ou auxílio por parte do pai.

A fuga e a busca pelos agressores
Imediatamente após a execução do ataque a tiros, o principal suspeito do crime, o homem de 28 anos que iniciou as ameaças, conseguiu fugir do local. Em sua rota de fuga, ele abandonou o veículo que foi utilizado na ação, em uma tentativa de despistar as autoridades. O segundo suspeito, que o acompanhou e participou ativamente dos disparos, também evadiu-se e permanece sem identificação.

Desde então, as forças de segurança da região central do Paraná estão empenhadas na localização e captura de ambos os agressores. Equipes policiais seguem em diligências contínuas, realizando buscas e coletando informações que possam levar à prisão dos envolvidos. A comunidade local permanece em alerta e as autoridades pedem a colaboração de qualquer pessoa que possa ter informações relevantes para o caso, garantindo o sigilo das denúncias. A prioridade é levar os responsáveis à justiça e garantir a segurança da população.

Cenário após o ataque

O brutal ataque a tiros em Prudentópolis chocou a comunidade local, expondo a face mais cruel da violência doméstica e seus desdobramentos fatais. A morte de uma bebê e os múltiplos ferimentos em crianças e adultos ressaltam a urgência da justiça e da responsabilização dos agressores. Enquanto as investigações prosseguem para elucidar todos os detalhes do caso e capturar os envolvidos, a cidade busca se recuperar do trauma, clamando por paz e segurança. A tragédia serve como um doloroso lembrete da importância de combater a violência em todas as suas formas e de proteger as vítimas mais vulneráveis.

FAQ

Onde e quando ocorreu o ataque?
O ataque ocorreu em uma residência na cidade de Prudentópolis, na região central do Paraná, na madrugada do último sábado (27).

Quantas pessoas foram feridas e qual o estado delas?
Seis pessoas foram feridas por disparos de arma de fogo, incluindo três crianças. Os ferimentos variam de leves a graves, com um menino de 11 anos atingido na perna e uma menina de 11 anos baleada no crânio, cuja sobrevivência foi considerada um “milagre”. Um adulto sofreu um disparo de raspão sem necessidade de atendimento hospitalar.

Qual a causa da morte da bebê?
Uma bebê de nove meses morreu após a mãe tentar se esconder na mata com ela. A suspeita inicial da Polícia Militar é que a mãe, ao tentar conter o choro e se proteger, pode ter obstruído as vias aéreas da criança. Preliminarmente, não foram encontrados indícios de disparos de arma de fogo no corpo da bebê. A causa exata está sob investigação e será confirmada por exames.

Os atiradores foram presos?
O principal suspeito e o segundo envolvido no ataque a tiros fugiram do local e ainda não foram localizados. O pai do principal suspeito foi preso por porte ilegal de arma de fogo, mas não há indícios de sua participação direta no atentado.

Mantenha-se informado sobre este e outros casos de segurança pública seguindo nossas atualizações e participe ativamente da discussão sobre a proteção de nossas comunidades.

Fonte: https://g1.globo.com

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