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Governo almeja regular mercado de carbono até 2026 o Governo

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Estruturação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões

A Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono, criada em outubro, desempenha um papel crucial na estruturação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). Esse sistema representa um marco na política ambiental do país, visando estabelecer um mercado regulado de carbono que incentive a redução de emissões e promova o desenvolvimento sustentável. A secretaria tem a responsabilidade de definir as regras e os mecanismos de funcionamento do SBCE, garantindo a sua efetividade e alinhamento com as metas climáticas do Brasil. A estruturação do sistema envolve a definição dos setores da economia que serão regulados, o estabelecimento de limites máximos de emissão para cada setor e a criação de um sistema de créditos de carbono que permita às empresas compensarem suas emissões. Além disso, a secretaria está trabalhando na elaboração de um sistema de monitoramento, relato e verificação (MRV) para garantir a transparência e a integridade do mercado de carbono.

Oportunidades e Desafios do Mercado de Carbono

O mercado de carbono apresenta um grande potencial para gerar oportunidades econômicas, renda e redução de desigualdades. No entanto, é importante reconhecer que não se trata de uma solução isolada para a crise climática. A implementação de um mercado de carbono eficiente e justo requer uma abordagem integrada, que envolva o setor público, as empresas, o setor financeiro, as comunidades tradicionais e os povos indígenas. É fundamental garantir que os benefícios do mercado de carbono sejam distribuídos de forma equitativa, beneficiando especialmente as comunidades mais vulneráveis. Além disso, é importante considerar os desafios técnicos e regulatórios envolvidos na implementação do SBCE, como a definição de metodologias para o cálculo das emissões, a criação de um sistema de registro de créditos de carbono e a garantia da integridade do mercado. Superar esses desafios é fundamental para garantir o sucesso do mercado de carbono e a sua contribuição para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

Preparando o Brasil para um Futuro de Baixo Carbono

O governo está empenhado em preparar a economia brasileira para um cenário internacional em que a precificação de carbono seja uma realidade irreversível. A subsecretária de Regulação e Metodologias da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono, Ana Paula Machado, ressaltou a importância de o Brasil estar equipado para monitorar emissões, precificar o carbono no processo produtivo e se inserir de forma competitiva no cenário internacional. Para isso, o governo está conduzindo estudos e análises de impacto regulatório com foco em ampliar o escopo do mercado e aumentar a sua eficiência. O objetivo é criar um ambiente favorável para a transição para uma economia de baixo carbono, incentivando investimentos em tecnologias limpas e promovendo a inovação.

A Janela de Oportunidade da Reforma Tributária

A criação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono aproveita uma “janela de oportunidade” aberta com a reforma tributária. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, explicou que o órgão integrará a estratégia do governo para fortalecer o Plano de Transformação Ecológica e modernizar instrumentos de financiamento, como o Fundo Clima. A reforma tributária pode contribuir para a criação de um ambiente mais favorável para o mercado de carbono, incentivando a adoção de práticas sustentáveis pelas empresas e promovendo a transição para uma economia de baixo carbono. Ao integrar o mercado de carbono com a reforma tributária, o governo busca criar um sistema coerente e eficiente, capaz de impulsionar o desenvolvimento sustentável do Brasil.

A iniciativa do governo de regulamentar o mercado de carbono até 2026 representa um passo importante para o Brasil no enfrentamento das mudanças climáticas e na transição para uma economia de baixo carbono. A criação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono demonstra o comprometimento do governo em estruturar um sistema eficiente e transparente, capaz de atrair investimentos e gerar benefícios tanto para o meio ambiente quanto para a economia do país. A regulamentação do mercado de carbono tem o potencial de estimular investimentos em atividades de baixo carbono, contribuir para a competitividade da indústria e apoiar a transição ecológica do país. No entanto, é fundamental garantir que a implementação do SBCE seja feita de forma justa e equitativa, beneficiando especialmente as comunidades mais vulneráveis e promovendo o desenvolvimento sustentável. O sucesso dessa iniciativa depende do engajamento de todos os setores da sociedade, incluindo o setor público, as empresas, o setor financeiro, as comunidades tradicionais e os povos indígenas.

FAQ

Por que o governo está priorizando a regulamentação do mercado de carbono?

A regulamentação do mercado de carbono é uma prioridade para o governo por diversos motivos. Em primeiro lugar, ela representa um passo fundamental para o cumprimento das metas climáticas do Brasil, estabelecidas no Acordo de Paris. Ao criar um mercado de carbono eficiente e transparente, o governo busca incentivar a redução de emissões de gases de efeito estufa e promover a transição para uma economia de baixo carbono. Além disso, a regulamentação do mercado de carbono pode gerar oportunidades econômicas significativas, atraindo investimentos em tecnologias limpas e promovendo a inovação. A expectativa é que essa iniciativa contribua para a competitividade da indústria nacional e para o desenvolvimento sustentável do país.

Quais os setores da economia serão impactados pela regulamentação do mercado de carbono?

Ainda não está totalmente definido quais setores da economia serão regulados pelo mercado de carbono. No entanto, é esperado que setores como o de energia, indústria, transporte e agricultura sejam incluídos no SBCE, devido ao seu potencial de emissão de gases de efeito estufa. A definição dos setores regulados será feita com base em estudos técnicos e análises de impacto regulatório, levando em consideração as características de cada setor e o seu potencial de redução de emissões. O objetivo é criar um sistema que seja eficiente e justo, incentivando a adoção de práticas sustentáveis em todos os setores da economia.

Como o mercado de carbono pode beneficiar as comunidades tradicionais e os povos indígenas?

O mercado de carbono tem o potencial de beneficiar as comunidades tradicionais e os povos indígenas de diversas formas. Em primeiro lugar, ele pode gerar recursos financeiros para projetos de conservação e recuperação ambiental em seus territórios. Além disso, o mercado de carbono pode valorizar os conhecimentos tradicionais dessas comunidades sobre o manejo sustentável dos recursos naturais. É fundamental garantir que as comunidades tradicionais e os povos indígenas sejam consultados e envolvidos em todas as etapas do processo de implementação do mercado de carbono, assegurando que seus direitos sejam respeitados e que seus interesses sejam considerados. O objetivo é criar um sistema que seja justo e equitativo, beneficiando especialmente as comunidades mais vulneráveis e promovendo o desenvolvimento sustentável.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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