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Mulher Escapa de Tentativa de Feminicídio em Londrina com Fuga Heroica; Ex-Marido é Apontado Como Mandante de Dentro da Prisão

G1

Uma investigação chocante mobiliza a Polícia Civil em Londrina, no Norte do Paraná, após uma mulher ter sido brutalmente agredida e sequestrada na última terça-feira (6). A vítima, demonstrando uma notável resiliência, conseguiu escapar de seus agressores ao se atirar em um barranco. O caso, tratado como tentativa de feminicídio, ganha contornos ainda mais graves com a suspeita de que o crime tenha sido orquestrado de dentro de uma prisão pelo ex-marido da vítima, que já possuía histórico de violência doméstica contra ela.

A Abordagem, o Sequestro e a Fuga Desesperada

A mulher retornava para casa a pé após perder o último ônibus, quando foi abordada por homens em um carro que lhe ofereceram uma carona. Após recusar a oferta por duas vezes, um dos ocupantes do veículo desceu e iniciou as agressões. A vítima foi violentamente golpeada e, em seguida, arrastada para dentro do carro dos agressores. Ela relatou à polícia ter perdido a consciência durante os ataques, acordando aproximadamente três horas depois, a cerca de quatro quilômetros do local inicial do sequestro.

Demonstrando coragem em meio ao pânico, a mulher aproveitou um momento de descuido para se jogar em um barranco, logrando escapar dos criminosos. Após a fuga, ela permaneceu escondida em uma área de mata por cerca de uma hora antes de conseguir buscar ajuda. Os ferimentos eram múltiplos, e ela foi prontamente socorrida pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), sendo encaminhada para atendimento hospitalar.

A Trama por Trás das Grades: Ex-Marido Suspeito de Mandar o Crime

A gravidade do episódio se aprofundou com o depoimento da vítima, que relatou ter ouvido de um dos agressores que a ação seria 'para o meu ex-marido'. A Polícia Civil (PC-PR) rapidamente identificou André Stuco Bastos como o principal suspeito de ser o mandante. Ele estaria organizando o crime de dentro de uma prisão, onde cumpre pena. A investigação revelou que a mulher já havia registrado boletins de ocorrência anteriores contra André por violência doméstica e ameaças.

O caso é investigado não apenas como tentativa de feminicídio, mas também como sequestro, cárcere privado e roubo. A rápida atuação policial, que incluiu a identificação do veículo utilizado no crime, resultou na prisão de dois suspeitos no dia seguinte ao ataque, quarta-feira (7): Leonardo César Doirado e Daniel Pinheiro dos Santos. Um terceiro envolvido ainda está sendo procurado pelas autoridades. Os suspeitos foram presos após a vítima receber atendimento médico e seu relato guiar as diligências.

As Defesas e o Andamento da Investigação

A defesa de Daniel Pinheiro dos Santos e Leonardo César Doirado, representada pela advogada Bianca Selva, afirmou que seus clientes negam qualquer participação nos fatos. Em nota, a defesa esclareceu que os acusados são apenas suspeitos e que é fundamental que a investigação siga seu curso para o devido esclarecimento. A advogada ressaltou a solidariedade com a vítima e a importância de preservar o direito de defesa e a presunção de inocência dos investigados. Enquanto isso, a reportagem do g1 tenta identificar a defesa de André Stuco Bastos para obter seu posicionamento sobre as acusações.

A Polícia Civil do Paraná continua as diligências para localizar o terceiro suspeito e aprofundar a compreensão sobre a dinâmica e todos os envolvidos neste crime hediondo. Daniel e Leonardo, ao deporem ao delegado, optaram por permanecer em silêncio, uma prerrogativa legal que faz parte do processo de investigação.

A Luta Contra a Violência Doméstica e a Busca por Justiça

Este incidente brutal em Londrina mais uma vez joga luz sobre a persistente e complexa questão da violência doméstica e do feminicídio no Brasil. A coragem da vítima em escapar e relatar os fatos foi crucial para o rápido avanço da investigação e a prisão dos primeiros suspeitos. As autoridades reiteram o compromisso em dar seguimento ao caso para que todos os envolvidos sejam responsabilizados, garantindo que a justiça seja feita e oferecendo suporte integral à mulher que sofreu a agressão.

Fonte: https://g1.globo.com

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