O corpo de Mark Lensink, um turista holandês de 25 anos que faleceu em um trágico acidente de barco no Parque Nacional do Iguaçu, foi oficialmente identificado e liberado pela Polícia Científica na quinta-feira (30). Lensink estava em Foz do Iguaçu com a família de sua noiva, também holandesa, para uma viagem que começou na segunda-feira (27) e culminou na fatalidade durante um passeio do Macuco Safari na terça-feira (28). O incidente chocou a comunidade local e internacional, levantando questões sobre a segurança em passeios turísticos de aventura.
Identificação e Apoio Consular
A confirmação da identidade do jovem holandês foi um passo crucial, realizada através da comparação entre documentos enviados pelo Consulado da Holanda no Brasil e exames periciais conduzidos no Paraná. Apesar da liberação do corpo, a Polícia Científica continua seus trabalhos para concluir o laudo pericial, que determinará a causa oficial da morte de Mark Lensink. Este documento será então encaminhado à Polícia Civil, responsável pela investigação completa das circunstâncias que levaram ao acidente. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre os procedimentos para o translado do corpo para seu país de origem.
O Consulado-Geral do Reino dos Países Baixos em São Paulo comunicou que está monitorando de perto o caso e oferecendo toda a assistência consular necessária à família enlutada. A instituição mantém contato direto com os familiares de Mark, atuando em coordenação com as autoridades brasileiras e holandesas para garantir o suporte adequado nesta difícil situação.
Detalhes do Acidente Aquático
O incidente ocorreu por volta das 12h da terça-feira, quando a embarcação do Macuco Safari, que transportava turistas, virou durante o percurso próximo às Cataratas do Iguaçu. Mark Lensink estava a bordo com outras sete pessoas: sua noiva, os pais e a irmã dela, o namorado da irmã e dois tripulantes (piloto e copiloto). Testemunhas registraram o momento após o acidente, com imagens de pessoas já fora da água, vestindo coletes salva-vidas.
Todos os ocupantes da lancha foram prontamente resgatados da água, contudo, Mark Lensink foi a única vítima fatal, tendo se afogado. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ele recebeu os primeiros socorros da equipe do parque, foi transportado de embarcação até o Porto Seco do Kattamaram e, em seguida, encaminhado por ambulância ao Hospital Municipal de Foz do Iguaçu. Apesar dos esforços, Mark sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. Apurações da RPC, afiliada da TV Globo, revelaram que o jovem tinha planos de casamento para setembro deste ano.
Investigações e Respostas Institucionais
Após o trágico evento, diversas autoridades iniciaram investigações para esclarecer as causas. A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial do Rio Paraná, realizou os levantamentos iniciais e se comprometeu a investigar as circunstâncias e eventuais responsabilidades. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão gestor do Parque Nacional do Iguaçu, verificou a documentação da Macuco Safari, atestando sua regularidade. Contudo, em virtude do ocorrido, o ICMBio determinou a suspensão das atividades do passeio da Macuco Safari por três dias, a partir da quarta-feira (29), para garantir a segurança e permitir as apurações necessárias.
A empresa Macuco Safari, responsável pela operação do passeio, emitiu uma nota expressando seu profundo pesar pelo falecimento de Mark Lensink. A empresa lamentou a perda e reiterou que está prestando todo o suporte e assistência necessários aos sobreviventes e aos familiares da vítima, colaborando integralmente com as investigações em curso para apurar as causas do acidente.
Conclusão
A morte de Mark Lensink no Parque Nacional do Iguaçu representa uma dolorosa interrupção de uma viagem de férias e destaca a importância da segurança em atividades turísticas de aventura. Enquanto a família e amigos lidam com a perda inestimável, as autoridades brasileiras seguem empenhadas em uma investigação minuciosa. O objetivo é não apenas determinar as causas exatas da fatalidade, mas também garantir que medidas preventivas sejam reforçadas para evitar que tragédias semelhantes se repitam, assegurando a tranquilidade dos milhares de visitantes que anualmente buscam a beleza natural das Cataratas do Iguaçu.
Fonte: https://g1.globo.com