A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro se mantém, com a categoria decidindo pela continuidade do movimento paredista até a próxima segunda-feira, 6 de maio. A decisão foi tomada após uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) terminar sem que o sindicato patronal apresentasse uma nova proposta, prolongando o impasse que afeta milhares de passageiros na capital fluminense.
Audiência de Conciliação Termina Sem Acordo
A tentativa de mediação, ocorrida na última terça-feira (30), no TRT-1, não conseguiu avançar. De acordo com a direção do Sindicato dos Rodoviários, os representantes das empresas de ônibus, filiadas ao Rio Ônibus, não apresentaram qualquer nova oferta salarial ou de condições de trabalho durante a reunião. Diante da falta de progresso, o desembargador responsável pelo caso optou por suspender a sessão, estabelecendo um prazo crucial: até as 11h de segunda-feira (6), o setor patronal deverá formalizar uma proposta que o sindicato dos trabalhadores considere aceitável para ser submetida à avaliação da categoria.
Categoria Mantém Greve e Prepara Nova Assembleia
Após o insucesso da audiência de conciliação, os trabalhadores se reuniram e, em votação, decidiram pela manutenção do estado de greve. A expectativa agora se volta para a tarde de segunda-feira, 6 de maio, quando uma nova assembleia está agendada para ocorrer em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio. Neste encontro, a categoria deliberará sobre a proposta patronal, caso seja apresentada, e definirá os próximos passos do movimento, que já impacta a rotina carioca desde o início da semana.
Operação e Segurança no Transporte Público
Em meio à paralisação, uma liminar expedida pela Justiça do Trabalho determina que tanto o sindicato dos rodoviários quanto as empresas mantenham um mínimo de 50% da frota de ônibus em circulação para atender a população. O descumprimento desta ordem judicial pode resultar em uma multa diária de R$ 50 mil. Conforme balanço divulgado pelo Rio Ônibus no início da tarde da terça-feira (30), aproximadamente 1.500 coletivos estavam operando na capital fluminense, buscando minimizar os transtornos. Contudo, o sindicato patronal também relatou um aumento nos registros de vandalismo contra os veículos. Apenas na manhã da terça-feira, três ônibus foram depredados, elevando para cerca de 50 o número total de coletivos danificados desde o início da greve, ocorrida na madrugada de segunda-feira (29).
Raízes da Greve e Principais Reivindicações
A greve teve início à meia-noite de segunda-feira (29), deflagrada após o colapso nas negociações da campanha salarial da categoria, que não conseguiu chegar a um consenso com o setor patronal. Os rodoviários buscam melhorias significativas nas condições de trabalho e um reajuste salarial justo. Entre as principais reivindicações apresentadas pelo sindicato dos trabalhadores estão:
<ul><li>Piso salarial de R$ 4 mil para motoristas e de R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados;</li><li>Reajuste de 17% para todos os profissionais da categoria;</li><li>Concessão de vale-alimentação no valor de R$ 1 mil;</li><li>Acesso a plano de saúde e odontológico;</li><li>Fim dos contratos temporários na Mobi-Rio, com a transição para o regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).</li></ul>
Com a data limite se aproximando e a expectativa de uma nova proposta pairando no ar, a população do Rio de Janeiro aguarda os desdobramentos da próxima assembleia. A solução para o impasse no transporte público da cidade dependerá da capacidade de diálogo e conciliação entre rodoviários e empresas, visando a retomada plena do serviço essencial.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br