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Cláudio Castro se Defende de Operação da PF e Aponta ‘Estranheza’ em Investigação Contra Refit

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro  • Tânia Rêgo/Agência Brasil

O cenário político do Rio de Janeiro foi abalado nesta sexta-feira (15) com a deflagração da Operação Sem Refino pela Polícia Federal. Tendo como um dos alvos o ex-governador Cláudio Castro, a ação investiga um complexo esquema de sonegação fiscal, ocultação de patrimônio e evasão de divisas para o exterior, centralizado na refinaria Refit. Em resposta imediata, Castro utilizou suas redes sociais para se defender publicamente, expressando sua surpresa e apontando o que ele descreve como "algo muito estranho" na condução do caso.

Detalhes da Operação Sem Refino e as Acusações

A Operação Sem Refino, conduzida pela Polícia Federal, visa desarticular uma sofisticada rede de ilícitos financeiros atribuídos à refinaria Refit. As investigações abrangem práticas como a sonegação de impostos em larga escala, a camuflagem de bens e a remessa ilegal de recursos para contas no exterior. A mira da PF sobre o ex-governador Cláudio Castro sugere um possível envolvimento ou conhecimento das irregularidades por parte da antiga administração estadual, ou de atores a ela ligados, durante o período em que os atos investigados teriam ocorrido.

A Defesa de Castro e o Inédito Acordo com a Refit

Em sua manifestação, Cláudio Castro afirmou ter acessado a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a operação, reforçando sua percepção de que há inconsistências no processo. O ex-governador destacou veementemente a posição do Rio de Janeiro como o único estado brasileiro a ter sucesso na cobrança de dívidas da Refit, uma empresa conhecida por seus vultosos passivos fiscais em diversas unidades da federação e com a União. Segundo Castro, um esforço concentrado de sua gestão resultou em um acordo fiscal que já recuperou mais de R$ 1 bilhão para os cofres públicos fluminenses, um feito que ele usa como prova da "absoluta convicção da lisura" de suas ações.

Esclarecimentos sobre Legislação e Encontros Pessoais

Abordando pontos específicos da investigação, o pré-candidato ao Senado refutou categoricamente a acusação de ter sancionado uma lei complementar destinada a beneficiar a Refit. Ele esclareceu que a norma em questão foi elaborada com base em uma recomendação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que congrega os secretários de Fazenda dos estados e do Distrito Federal. Além disso, Castro salientou que a refinaria já possuía um acordo de pagamento com o estado antes mesmo da criação da medida legislativa mencionada na apuração, desmistificando a ideia de que a lei teria sido criada para favorecê-los.

Quanto a um suposto encontro com Ricardo Magro, proprietário da Refit, em um evento nos Estados Unidos, Cláudio Castro confirmou sua presença, mas contextualizou-a como parte de uma iniciativa pública promovida pela revista Veja. Ele ressaltou que o evento contava com a participação de diversas autoridades, incluindo o ministro aposentado do STF, Luís Roberto Barroso, indicando que não se tratava de uma reunião privada ou sigilosa, mas sim de um fórum aberto à sociedade.

Perspectivas Políticas e Confiança na Justiça Brasileira

Em um tom de desabafo e observação sobre o cenário político atual, Cláudio Castro concluiu sua manifestação expressando que, infelizmente, "expedientes" como a operação policial tendem a ser utilizados com mais frequência em anos eleitorais. Apesar de considerar a situação "triste", ele reafirmou sua crença inabalável na justiça do Brasil, mantendo a expectativa de que os fatos serão devidamente apurados e a verdade prevalecerá. A defesa do ex-governador lança um novo capítulo à investigação, que promete seguir com desdobramentos importantes nas próximas semanas.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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