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Feminicídio em Rolândia: Homem Confessa Crime Brutal e Recebe Pena de Mais de 27 Anos

G1

A Justiça do Paraná proferiu uma sentença de mais de 27 anos de prisão contra Davisson de Almeida, de 51 anos, pelo feminicídio de Franciele Bigarelli, ocorrido em Rolândia, no Norte do estado. O crime, marcado por extrema violência, levou Franciele à morte após ser encontrada amarrada ao lado de um carro em chamas. Davisson, que confessou a autoria durante o julgamento pelo Tribunal do Júri, foi condenado na última quarta-feira (29), em um caso que chocou a comunidade local.

Condenação por Homicídio Qualificado e Feminicídio

Davisson de Almeida foi sentenciado a 27 anos e 9 meses de reclusão. A condenação incluiu o homicídio qualificado por múltiplas circunstâncias agravantes: motivo fútil, dissimulação e o emprego de um recurso que dificultou consideravelmente a defesa da vítima. Além disso, o Tribunal considerou o feminicídio como uma qualificadora do crime, uma classificação que, à época dos fatos em 2023, ainda estava em vigor. É importante notar que, a partir de 2024, o feminicídio passou a ser tipificado como um crime autônomo, não mais apenas uma qualificadora do homicídio.

A Descoberta Horrível e a Luta da Vítima

O crime ocorreu em 14 de fevereiro de 2023, quando Franciele Bigarelli, de 41 anos, foi encontrada em uma estrada rural de Rolândia em condições chocantes. A equipe policial a avistou amarrada e com graves queimaduras ao lado de um veículo em chamas. Com 90% do corpo atingido, Franciele foi imediatamente socorrida e internada no Hospital Universitário de Londrina, onde lutou pela vida por oito dias, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos e faleceu. Curiosamente, Davisson também foi localizado ferido nas proximidades, apresentando 40% do corpo queimado, e igualmente encaminhado para tratamento hospitalar.

Confissão, Motivação e Contradições

Desde o início das investigações, Davisson de Almeida confessou aos policiais a autoria do crime, alegando que Franciele queria terminar o relacionamento. Ele admitiu tê-la amarrado e ateado fogo. Contudo, essa versão da motivação foi posteriormente contestada pelos familiares da vítima, que informaram às autoridades que Davisson e Franciele eram, na verdade, primos e não mantinham um relacionamento amoroso, lançando dúvidas sobre a veracidade do pretexto apresentado pelo condenado.

Recurso da Defesa: Buscando Revisão da Pena

Após a prolação da sentença, Davisson de Almeida, que já estava sob prisão preventiva, foi reconduzido ao sistema prisional. Seu advogado de defesa, Marcelo Jacomossi, já anunciou que irá recorrer da decisão. A defesa argumenta que houve excessos na dosimetria da pena aplicada pelo magistrado e que não foi considerada a atenuante da confissão do réu. Além disso, o conselho de sentença não acolheu a alegação de semi-imputabilidade do acusado, um ponto que também será foco da apelação jurídica, na tentativa de revisar a condenação imposta.

Fonte: https://g1.globo.com

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