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Hemisfério Sul em Alerta: OPAS Adverte para Risco Elevado de Gripe H3N2 (Subclado K) e VSR

© Joédson Alves/Agência Brasil

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) emitiu um alerta epidemiológico crucial, sinalizando o início da temporada de maior circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul. A projeção é de uma predominância significativa do vírus da gripe <b>Influenza A(H3N2)</b>, especialmente o subclado K, que já se mostrou proeminente no Hemisfério Norte. Este cenário, somado à ascensão do <b>Vírus Sincicial Respiratório (VSR)</b>, levanta preocupações sobre a potencial sobrecarga dos sistemas de saúde na região, exigindo vigilância e medidas preventivas intensificadas.

A Ascensão do Subclado K da Gripe H3N2

A variante K do vírus Influenza H3N2, identificada inicialmente no ano passado, dominou a temporada de inverno no Hemisfério Norte, chamando a atenção dos especialistas em saúde. Embora não seja considerada mais grave que outras linhagens do vírus, sua característica está associada a períodos de transmissão mais prolongados, o que pode amplificar o impacto sobre a saúde pública.

No Brasil, o subclado K foi detectado recentemente, e sua circulação tem sido monitorada de perto. A OPAS observa que o cenário atual na América do Sul é consistente com a fase inicial da temporada de inverno, com a atividade da Influenza ainda em níveis baixos, mas com sinais incipientes de aumento em alguns países, onde o H3N2 já mostra predominância. No primeiro trimestre do ano, a taxa de positividade para a Influenza no Brasil manteve-se abaixo de 5%, contudo, houve uma elevação notável para 7,4% no final de março, com 72% dos testes sequenciados até o dia 21 daquele mês confirmando o subclado K.

Preocupação Crescente com o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

Além da gripe, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é outro agente patogênico que inspira preocupação. A OPAS destaca que a circulação do VSR tem aumentado gradualmente em diversas nações do continente, incluindo o Brasil. Essa elevação antecipa seu padrão sazonal típico e gera um alerta para o potencial impacto na incidência de doenças, particularmente em crianças pequenas e outros grupos vulneráveis, nas próximas semanas.

Cenário Epidemiológico e o Risco de Sobrecarga Hospitalar

O panorama atual, marcado pelo aumento simultâneo da Influenza e do VSR, somado à persistência de casos de COVID-19 — embora em patamares mais baixos, ainda significativos — pode, segundo a OPAS, levar ao esgotamento da capacidade de resposta dos serviços de saúde. A organização adverte que os países do Hemisfério Sul devem se preparar não apenas para uma temporada de potencial alta intensidade, mas também para picos de demanda hospitalar concentrados em curtos períodos, o que exigirá resiliência e planejamento dos sistemas de saúde.

Essa avaliação foi corroborada pelo recente Boletim Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que, com base em dados coletados entre 19 e 25 de abril, confirmou um aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) atribuídos à Influenza A e ao VSR em todas as regiões do Brasil. Atualmente, 24 das 27 unidades federativas do país encontram-se em nível de alerta, risco ou alto risco para a SRAG, evidenciando a gravidade do cenário.

Estratégias de Prevenção: Vacinação e Medidas de Higiene

Diante deste quadro, a OPAS reitera a importância de intensificar as ações de vacinação para prevenir hospitalizações e óbitos. A vacina contra a gripe, que é anualmente atualizada para incluir as cepas predominantes no Hemisfério Norte, demonstrou eficácia considerável, como a proteção de até 75% contra hospitalizações de crianças no Reino Unido contra o H3N2, presente no imunizante deste ano.

No Brasil, a campanha nacional de vacinação contra a influenza está em curso, priorizando grupos de maior risco para o desenvolvimento de quadros graves, como crianças menores de seis anos, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde, população indígena, professores e indivíduos privados de liberdade. Adicionalmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a vacina contra o VSR para gestantes, visando imunizar os recém-nascidos e protegê-los da bronquiolite, uma infecção pulmonar frequentemente causada pelo VSR que pode ser fatal.

Além da imunização, a OPAS enfatiza a necessidade de reforçar as práticas de higiene e a etiqueta respiratória. Lavar as mãos de forma regular e adequada é a maneira mais eficiente de reduzir a transmissão de vírus. Indivíduos com febre devem evitar o trabalho e locais públicos até a resolução dos sintomas. Da mesma forma, crianças em idade escolar que apresentem sintomas respiratórios, febre ou ambos devem permanecer em casa, contribuindo para a contenção da propagação viral.

Conclusão: Resposta Coletiva para um Desafio Sanitário

O alerta da OPAS e os dados do Boletim Infogripe da Fiocruz convergem para a urgência de uma resposta coordenada e eficaz no Hemisfério Sul. A combinação de vírus respiratórios circulando intensamente representa um desafio significativo para a saúde pública. A adesão às campanhas de vacinação, juntamente com a manutenção de hábitos de higiene e a conscientização sobre a importância de evitar a disseminação em caso de sintomas, são pilares essenciais para mitigar o impacto desta temporada e proteger as populações mais vulneráveis.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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