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Acordo Encerra Greve de Servidores da USP, Mas Estudantes Mantêm Paralisação

© Rovena Rosa/Agência Brasil

Após dez dias de mobilização, os servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo (USP) chegaram a um consenso com a reitoria, resultando no fim de sua greve. O acordo, selado com o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), atende a uma demanda central por isonomia salarial, um pleito que motivou a paralisação desde o último dia 14. Contudo, a pacificação no campus é apenas parcial, visto que os estudantes da instituição continuam em greve, defendendo suas próprias reivindicações.

Resolução da Paralisação de Servidores e Ganhos Concretos

A principal conquista para a categoria de servidores envolve a equiparação de recursos destinados a gratificações, garantindo que o montante ofertado aos docentes também seja estendido aos técnicos e administrativos. Embora o pagamento dependa do envio de uma proposta estruturada a órgãos técnicos da Universidade, ainda sem previsão de data para início, o compromisso formal já representa um avanço significativo. Esta medida visa corrigir a disparidade que motivou a greve, promovendo maior equidade entre os quadros funcionais da USP.

Além da questão salarial, o acordo abrangeu outras pautas relevantes para os trabalhadores. Foi firmado um compromisso para a formalização do abono das horas não trabalhadas durante os períodos de “pontes” de feriados e o recesso de final de ano. Um ponto de destaque é o avanço nas discussões para melhorar as condições dos trabalhadores terceirizados, com a reitoria prometendo buscar soluções que assegurem benefícios análogos aos dos servidores da USP, como a gratuidade no transporte dentro do campus, visando inclusão e melhor qualidade de vida para essa parcela essencial da força de trabalho universitária.

A Persistência da Greve Estudantil e Suas Reivindicações

Em contraste com a resolução do movimento dos servidores, os estudantes da USP mantêm sua greve, iniciada em 16 de abril, evidenciando uma pauta multifacetada e complexa. Suas principais demandas incluem a reversão de cortes no programa de bolsas estudantis, a ampliação de vagas em moradias universitárias e a solução para problemas crônicos no fornecimento de água, questões que impactam diretamente o acesso e a permanência de muitos alunos na universidade.

Diante da continuidade do movimento estudantil, uma mesa de negociação foi agendada para a próxima terça-feira (28), após um encontro com a reitoria. Um dos fatores que impulsionou a mobilização discente foi a revogação de uma portaria que interferia nos espaços cedidos pela USP aos centros acadêmicos, impedindo atividades como comércio ou sublocação. A reversão dessa medida demonstra a sensibilidade da administração universitária a certas pautas, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido para atender à totalidade das exigências estudantis.

Cenário Atual: Resolução Parcial e Diálogo em Andamento

A Universidade de São Paulo atravessa um período de intensas negociações, onde a resolução da greve dos servidores técnicos e administrativos marca um passo importante na busca pela estabilidade interna. Contudo, a manutenção da paralisação estudantil ressalta que os desafios para a gestão universitária persistem, exigindo um diálogo contínuo e a busca por soluções que atendam às diversas camadas da comunidade acadêmica. O foco agora se volta para a mesa de negociação com os estudantes, na expectativa de que um novo acordo possa ser alcançado, trazendo um cenário de maior tranquilidade e funcionalidade para a renomada instituição.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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